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Donald Trump aumenta novamente a tarifa sobre a China, estabelecendo em 125%

O republicano também declarou uma pausa de 90 dias para os países que não retaliaram.

Fernanda Diniz

09 de abril de 2025 às 14:48   - Atualizado às 15:02

Donald Trump.

Donald Trump. Foto: Reprodução / Redes sociais

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 9, que aumentará a tarifa cobrada da China pelos Estados Unidos da América para 125%, com vigência imediata. O republicano também declarou uma pausa de 90 dias para os países que não retaliaram.

"Em algum momento, espero que em um futuro próximo, a China perceberá que os dias de roubo dos EUA e de outros países não são mais sustentáveis ou aceitáveis. Por outro lado, e com base no fato de que mais de 75 países convocaram representantes dos Estados Unidos, incluindo os Departamentos de Comércio, do Tesouro e o USTR, para negociar uma solução para os assuntos que estão sendo discutidos em relação a comércio, barreiras comerciais, tarifas, manipulação de moedas e tarifas não monetárias, e que esses países não tenham, por minha forte sugestão, retaliado de qualquer maneira, forma ou jeito contra os Estados Unidos, autorizei uma PAUSA de 90 dias e uma Tarifa Recíproca substancialmente reduzida durante esse período, de 10%, também com vigência imediata", escreveu ele no Truth Social3

Secretáriode Donald Trump minimiza tarifa da China

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, minimizou o novo acréscimo na tarifa de importações de produtos norte-americanos pela China. Ele disse que a escalada é uma perda para os chineses, mas mencionou que uma "boa relação pessoal" entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, favorece uma resolução na guerra comercial entre as duas maiores potências econômicas mundiais, em entrevista para a Fox Business, nesta quarta-feira, 9.

"Um passo muito bom com a China seria eles reconhecerem os precursores do fentanil. Os chineses precisam punir esses exportadores para os EUA", afirmou o secretário, ao defender que a potência asiática não deve "tentar desvalorizar" a saída da situação, mas sim ir à mesa para negociar.

Para Bessent, os aliados que se aproximam dos americanos em busca de negociação pelas tarifas devem pensar em como reequilibrar a China e, dentre os países, foram mencionados os principais parceiros comerciais dos EUA: Japão, Coreia do Sul, Índia e Reino Unido. "O que faremos nas próximas semanas é negociar país por país e, assim, teremos mais certezas", projetou.

O secretário ainda citou que o aumento do teto da dívida será feito por meio de reconciliação e que a desregulamentação deve permitir que os bancos comprem mais títulos do Tesouro americano

"Os EUA têm uma política de dólar forte", ressaltou.

Estadão Conteúdo 
 


 

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