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Diretor da OMS diz estar 'profundamente preocupado' com avanço do ebola

Autoridades locais contabilizam 131 óbitos na província de Ituri; análises laboratoriais seguem em andamento para identificar a causa exata do surto.

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19 de maio de 2026 às 16:46   - Atualizado às 16:58

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Foto Ilustração Produzida por IA

As autoridades sanitárias internacionais e locais intensificaram o monitoramento sobre o cenário epidemiológico na República Democrática do Congo (RDC). O ministro da Saúde do país, Samuel Roger Kamba, informou nesta terça-feira (19) que o balanço mais recente aponta para 131 óbitos e 513 casos suspeitos de uma enfermidade que provoca febre hemorrágica na província de Ituri, localizada no nordeste do país.

O monitoramento ganha atenção devido às características de transmissibilidade e ao histórico da região, que enfrentou diferentes surtos infecciosos complexos ao longo das últimas cinco décadas.

Análises laboratoriais e a dinâmica na comunidade

Durante pronunciamento à televisão nacional, o ministro da Saúde congolês ressaltou que os dados epidemiológicos atuais são preliminares e demandam cautela na interpretação dos diagnósticos.

"Todas as mortes que informamos são aquelas que detectamos na comunidade, sem dizer necessariamente que estejam vinculadas ao ebola", explicou Samuel Roger Kamba.

Até o momento, uma quantidade reduzida de amostras biológicas foi completamente processada e analisada em laboratórios de referência. Por essa razão, os balanços estatísticos oficiais emitidos pelos órgãos governamentais baseiam-se predominantemente na triagem e notificação de casos suspeitos. O levantamento anterior divulgado pelo ministério apontava 91 óbitos e 350 notificações em investigação.

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O epicentro das notificações situa-se em Ituri, uma província que faz fronteira com Uganda e o Sudão do Sul. Trata-se de uma área com intensa atividade de mineração de ouro, fator que gera um fluxo migratório e deslocamento constante de populações, demandando maior atenção das equipes de vigilância sanitária.

Mobilização de recursos e resposta institucional

Diante do ritmo de notificações na região, a agência de saúde da União Africana (África CDC) acionou protocolos de vigilância para decretar uma resposta de emergência em saúde pública no âmbito continental. De acordo com as diretrizes da agência, a medida visa dar suporte técnico e logístico para conter o avanço das transmissões.

A iniciativa da União Africana busca:

  • Reforçar os mecanismos de coordenação e cooperação regional entre as nações fronteiriças;
  • Facilitar a mobilização rápida de recursos financeiros e insumos técnicos de saúde;
  • Consolidar os sistemas locais de vigilância epidemiológica e a capacidade de resposta dos laboratórios.

Paralelamente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mantém comitês técnicos em constante avaliação sobre a evolução dos dados na África Central para formular recomendações temporárias e estratégias de apoio ao sistema de saúde congolês no diagnóstico preciso da cepa e dos patógenos envolvidos.

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