Deslizamento no Nepal Foto: Reprodução
As inundações no Nepal e Tibete provocadas por fortes chuvas, deslizamentos e pelo colapso de uma geleira já deixaram 781 mortos e milhares de desaparecidos. O balanço divulgado no domingo, 30 de agosto, pelas autoridades aponta ainda que mais de 7,5 mil pessoas foram resgatadas no Nepal, enquanto equipes de emergência seguem enfrentando dificuldades para chegar a áreas isoladas.
A situação permanece instável. Novas chuvas elevaram o nível do rio Trishuli, no Nepal, levando moradores e equipes de resgate a procurar áreas mais altas. O mau tempo também interrompeu operações em diferentes momentos desde sexta-feira, aumentando a preocupação com novos deslizamentos e inundações.
Na China, 16 pessoas morreram no condado de Gyirong, no Tibete, e outras 546 continuam desaparecidas. Entre os estrangeiros ainda não localizados estão cidadãos de 23 países. O levantamento chinês aponta 104 nepaleses, 49 indianos, 33 letões, 18 americanos e 15 britânicos entre os desaparecidos.
A dimensão da tragédia também pode ser medida pelo número de pessoas afetadas. Segundo estimativa da Cruz Vermelha, mais de 90 mil pessoas provavelmente foram atingidas pelo desastre.
No Nepal, uma das principais frentes de resgate está concentrada em túneis de usinas hidrelétricas. Centenas de pessoas são consideradas desaparecidas nesses locais depois que uma enorme corrente de gelo, pedras, lama e outros detritos avançou pelos rios da região do Himalaia.
O país afirma não necessitar de ajuda estrangeira para as operações de resgate de forma geral, mas reconhece a necessidade de apoio especializado. Entre as áreas apontadas estão o resgate em túneis, testes de DNA, conservação de corpos e identificação forense de restos mortais.
Especialistas da Índia e da China já participam das operações para tentar acessar os túneis e localizar possíveis sobreviventes.
Na região próxima à fronteira entre Nepal e China, o cenário também mudou rapidamente. Um lago formado por um deslizamento de terra associado ao colapso de uma geleira chegou a ameaçar provocar novas inundações. Segundo autoridades chinesas, o reservatório praticamente desapareceu no sábado, mas um novo deslizamento, identificado posteriormente por drones, formou outra barreira e um novo acúmulo de água.
Diante do risco, equipes de resgate foram transferidas para uma área considerada mais segura próxima à passagem de fronteira de Gyirong.
A China mobilizou mais de 2,1 mil socorristas e destinou recursos para auxiliar nas operações. Drones, helicópteros, imagens de satélite, equipamentos de detecção de sinais vitais e sistemas de navegação estão sendo empregados nas buscas.
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