Com equilíbrio entre vida e trabalho, políticas públicas sólidas e alta confiança social, a Finlândia mantém o título de país mais feliz do mundo em 2025, enquanto o Brasil sobe no ranking e se aproxima do topo da América do Sul.
Finlândia é eleita o país mais feliz do mundo pela 8ª vez, segundo a ONU. Imagem de bearfotos no Freepik
Pelo oitavo ano consecutivo, a Finlândia foi eleita o país mais feliz do mundo, segundo o Relatório Mundial da Felicidade 2025, publicado pela ONU em parceria com a Gallup e o Centro de Pesquisa sobre Bem-Estar da Universidade de Oxford. O ranking divulgado anualmente no Dia Internacional da Felicidade, em 20 de março avalia critérios como PIB per capita, expectativa de vida saudável, apoio social, liberdade, generosidade e percepção de corrupção.
A manutenção da Finlândia no topo reflete um conjunto de fatores estruturais e culturais que vão muito além da economia. Em 2025, o país obteve uma pontuação média de 7,7 em 10, superando novamente seus vizinhos nórdicos, que dominam o topo do ranking.
Especialistas apontam que o segredo da Finlândia está no equilíbrio entre qualidade de vida e segurança social. O país valoriza o tempo livre, a natureza e a confiança nas instituições, pilares que sustentam o bem-estar da população. O sistema de educação pública de excelência e a baixa desigualdade social são apontados como fatores cruciais.
Além disso, o governo mantém uma forte rede de proteção social, garantindo acesso universal à saúde, moradia e educação. O índice de corrupção é um dos menores do planeta, e a confiança entre os cidadãos é tão alta que objetos perdidos são frequentemente devolvidos, símbolo da coesão social que os finlandeses cultivam.
Durante o Web Summit Rio 2025, a Finlândia apresentou o Happiness Booth, uma experiência imersiva com realidade virtual que permite ao público “visitar” florestas finlandesas e até fazer uma visita virtual ao Papai Noel. A ação visa atrair talentos da área de tecnologia e startups, mostrando como o país alia inovação e bem-estar social.
De acordo com o relatório, os dez países mais felizes do mundo em 2025 são:
Outros países como Austrália, Nova Zelândia, Suíça e Bélgica aparecem nas posições seguintes. Já os Estados Unidos, na 24ª colocação, registraram a pior posição desde o início do ranking, reflexo de um aumento do isolamento social e do declínio nas interações pessoais.
No extremo oposto da lista, o Afeganistão ocupa o último lugar pelo quarto ano seguido, apresentando níveis extremamente baixos de bem-estar, especialmente entre as mulheres.
O Brasil subiu oito posições em relação ao ranking anterior e agora ocupa o 36º lugar, tornando-se o segundo país mais feliz da América do Sul, atrás apenas do Uruguai, que está na 29ª posição. O resultado significa uma melhora expressiva em relação a 2024, quando o país estava no 44º lugar.
Entre os fatores que contribuíram para isso estão o aumento da expectativa de vida, ampliação de programas sociais e avanços em políticas públicas de saúde mental e educação. Também influenciou positivamente o fortalecimento de redes de apoio comunitário e um crescimento no otimismo dos brasileiros com relação ao futuro.
Por outro lado, países como Chile, Argentina e Colômbia tiveram uma leve queda, refletindo instabilidades políticas e econômicas que afetam diretamente o bem-estar de suas populações.
De acordo com a psicologia, a felicidade pode ser definida como um estado de bem-estar emocional que ocorre quando uma pessoa experimenta situações positivas, mas também como uma avaliação geral da vida, chamada de “bem-estar subjetivo”. Isso significa que felicidade não depende apenas de circunstâncias momentâneas, mas do modo como o indivíduo encara sua trajetória e se conecta aos outros.
Estudos mostram que renda e sucesso profissional têm efeito limitado sobre a sensação de felicidade. Acima de determinado nível de conforto financeiro, os ganhos de bem-estar se estabilizam. Saúde, relacionamentos e propósito de vida passam a ter um peso muito maior nessa equação.
Mesmo pessoas que enfrentam doenças graves ou desafios financeiros podem se considerar felizes, segundo os psicólogos, desde que possuam vínculos sociais significativos e percebam sentido nas próprias experiências.
Especialistas afirmam que a verdadeira lição deixada pelos finlandeses não está em sua riqueza material, mas em um modelo de vida baseado na confiança, simplicidade e equilíbrio. Na Finlândia, menos é mais: as pessoas valorizam o tempo dedicado à natureza, à família e ao lazer, e existe uma forte crença de que o bem-estar coletivo é o caminho para a felicidade individual.
O modelo finlandês reforça que felicidade não é ausência de problemas, mas sim a capacidade de enfrentá-los com apoio social e segurança emocional. Em tempos de incertezas globais e crises diversas, talvez a maior lição da Finlândia seja também a mais simples: a busca pela felicidade começa no respeito mútuo e na harmonia social.
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