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Descoberta de gás na Venezuela ameaça hegemonia do Oriente Médio e reposiciona América do Sul

Nova reserva de gás natural na Venezuela coloca América do Sul em destaque global, supera Arábia Saudita e pode redefinir o poder energético mundial.

Joice Gomes

20 de setembro de 2025 às 12:50

Descoberta de gás na Venezuela redefine papel da América do Sul.

Descoberta de gás na Venezuela redefine papel da América do Sul. Imagem de fanjianhua no Freepik

A recente descoberta de uma vasta reserva de gás natural na Venezuela provocou um verdadeiro terremoto geopolítico e econômico no setor de energia, reposicionando a América do Sul como protagonista mundial. Os números impressionam: com reservas de petróleo bruto estimadas em 303,2 bilhões de barris, a Venezuela superou até mesmo a Arábia Saudita e consolidou-se definitivamente como líder no segmento.

O mapa das riquezas venezuelanas

Grande parte das reservas está concentrada na Faixa Petrolífera do Orinoco, região estratégica no sudeste do país. Outros estados como Zúlia, Falcón, Barinas, Apure e Carúpano também se destacam, abrigando reservas menores, porém relevantes.

  • Faixa Petrolífera do Orinoco: coração das novas reservas;
  • Zúlia e Falcón: polos históricos de exploração;
  • Barinas, Apure e Carúpano: áreas emergentes.

América do Sul em ascensão no mapa global

A descoberta coloca a Venezuela e toda a América do Sul no centro de debates energéticos globais, pois a região passa a rivalizar diretamente com o tradicional domínio do Oriente Médio em petróleo e gás. O cenário promete uma ampliação no fluxo de investimentos e uma pressão geopolítica inédita.

Atratividade para investidores internacionais

A magnitude das reservas atraí governos e gigantes do setor, interessados na exploração. Estatais e multinacionais já negociam acordos e parcerias visando ampliar extração e exportação no curto prazo.

Desafios para transformar potencial em liderança

Apesar do otimismo, a Venezuela enfrenta obstáculos internos:

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  • Crise financeira persistente;
  • Instabilidade política e sanções econômicas dos EUA;
  • Dependência de investimentos maciços em infraestrutura.

Esses fatores dificultam a conversão do potencial energético em resultados efetivos e receita para a economia nacional.

Sanções e novas alianças no horizonte

Recentemente, os Estados Unidos reativaram sanções ao setor petrolífero venezuelano, impondo restrições a negociações internacionais. A medida forçou o governo local a buscar novos parceiros e rever estratégias, inclusive estreitando laços com países vizinhos e potências emergentes.

Infraestrutura: pedra no sapato da produção

A infraestrutura é um dos principais gargalos: há necessidade urgente de modernizar refinarias, expandir redes de transporte e elevar o nível tecnológico das operações. Especialistas estimam que levará anos até que o país atinja todo seu potencial exportador de gás e petróleo.

O fator geopolítico: oportunidade e pressão

A entrada do continente sul-americano na elite energética aumenta a pressão sobre mercados tradicionais, mas também pode gerar instabilidade. Países vizinhos, como Brasil e Argentina, avaliam os impactos na integração e segurança energética regional.

Diversificação energética e segurança global

O avanço venezuelano reforça a importância da diversificação de fornecedores e rotas, servindo de alerta para economias dependentes de poucos polos de produção. A tendência global aponta para uma matriz energética mais plural, beneficiando a segurança e estabilidade.

O futuro da energia passa pela América do Sul?

Resta saber como a Venezuela e seus vizinhos vão converter reservas gigantescas em prosperidade sustentável. O sucesso dependerá da capacidade de superar crises internas, atrair parcerias tecnológicas e manter-se relevante diante das transições energéticas globais.

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