A prolongada disputa comercial e econômica entre as duas maiores potências do mundo volta a ganhar força no cenário internacional.
09 de abril de 2025 às 12:37 - Atualizado às 12:37
Presidente da China, Xi Jinping e Donald Trump. Arte: Portal de Prefeitura
A China impôs restrições de comércio e investimentos a mais 18 empresas e entidades dos EUA, como parte de uma série de medida retaliatórias a tarifas do governo Trump.
Em comunicado, Pequim disse que acrescentou 12 entidades dos EUA a uma lista de controles de exportação, que impede a exportação a partir da China de itens que possam ter aplicações militares. A lista inclui a Teledyne Brown Engineering e a Insitu, que pertence à Boeing.
Além disso, seis empresas americanas foram adicionadas a uma "lista de entidades não confiáveis", que as proíbe de realizar negócios e investimentos na China. Entre as empresas estão a Shield AI e a Sierra Nevada.
Mais cedo, a China elevou suas tarifas a importações dos EUA de 34% para 84%, um dia após Washington aplicar tarifa adicional de 50% aos produtos chineses, elevando o total a 104%.
O Brasil tem reservas internacionais suficientes para enfrentar as decisões do governo Donald Trump, disse na última segunda-feira, 7 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante anúncio de investimentos do setor de logística em Cajamar (SP), Lula reiterou que a economia voltará a crescer mais que o previsto em 2025.
“Nós pagamos a dívida externa brasileira. Nós, pela primeira vez, fizemos uma reserva [internacional] de US$ 370 bilhões, o que segura este país contra qualquer crise. Mesmo o presidente Trump falando o que ele quer falar, o Brasil está seguro porque temos um colchão de US$ 350 bilhões, que dá ao Brasil e ao ministro da [Fazenda] Fernando Haddad uma certa tranquilidade”, disse Lula, em evento promovido pela empresa de comércio eletrônico Mercado Livre.
Segundo os dados mais recentes do Banco Central (BC), as reservas internacionais estavam em US$ 338,6 bilhões.
No entanto, se contar os cerca de US$ 17 bilhões leiloados pelo BC desde o ano passado com compromisso de serem recomprados ao longo deste ano, o total sobe para US$ 355,6 bilhões.
Estadão Conteúdo
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