Pernambuco, 28 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Ataques de Israel e Estados Unidos atingiram uma escola deixando cerca de 57 alunos mortos

O governador da província confirmou à agência que a escola foi atacada diretamente. O caso aconteceu pela manhã, enquanto os alunos estavam em aula, segundo a agência de notícias.

Isabella Lopes

28 de fevereiro de 2026 às 13:42   - Atualizado às 13:43

Ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel no Irã.

Ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel no Irã. Foto: Reprodução

Os ataques de Israel e Estados Unidos atingiram uma escola em Minab, sul do Irã, deixando pelo menos 57 alunos mortos, na manhã deste sábado, 28 de fevereiro, segundo a agência estatal iraniana IRNA. Outras sessenta crianças ficaram feridas. O governador da província confirmou à agência que a escola foi atacada diretamente.

O caso aconteceu pela manhã, enquanto os alunos estavam em aula, segundo a agência de notícias. Nas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, disse que o bombardeio foi um “crime flagrante”.

Afirmou que o mundo deve reagir a esse ataque e que o “Conselho de Segurança da ONU deve agir agora, no exercício de sua principal responsabilidade de acordo com a Carta”. Já a Guarda Revolucionária do Irã informou ter bombardeado bases americanas em resposta aos ataques deste sábado, segundo a agência IRNA. As bombas foram lançadas contra bases no Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos, além de esconderijos militares nos territórios palestinos ocupados.

A Guarda Revolucionária Islâmica prometeu que os ataques com mísseis e drones das forças armadas iranianas vão continuar. O exército israelense informa que várias cidades do país dispararam sirenes de alerta pelo risco de mísseis lançados pelo Irã. Também publicaram vídeos de alvos atingidos no Irã.

Agência Brasil 

Veja Também

Ataque dos EUA e Israel 

O ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, neste sábado, 28 de fevereiro, provocou reação imediata de vários países, alguns condenando a ação e outros demonstrando apoio à escalada militar no Oriente Médio.

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, declarou:

“O pacificador agiu novamente. As negociações com o Irã foram apenas uma fachada. Todos sabiam disso. Então, quem tem mais paciência para esperar pelo triste fim do inimigo agora? Os EUA têm apenas 249 anos. O Império Persa foi fundado há mais de 2,5 mil anos. Vamos ver o que acontece em uns 100 anos.”

Outra manifestação importante foi a do presidente francês, Emmanuel Macron. Numa rede social ele escreveu que “o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã traz graves consequências para a paz e segurança internacionais".

"Neste momento decisivo, todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança do nosso território nacional, nossos cidadãos e nossos interesses no Oriente Médio”, acrescentou.

O presidente espanhol, Pedro Sanchez, condenou o ataque.

“Rechaçamos a ação militar unilateral dos EUA e de Israel, que representa uma escalada e contribui para uma ordem internacional mais incerta e hostil. Rejeitamos igualmente as ações do regime iraniano e da Guarda Revolucionária. Não podemos nos permitir outra guerra prolongada e devastadora no Oriente Médio. Exigimos a desescalada imediata e o pleno respeito ao direito internacional. É hora de retomar o diálogo e alcançar uma solução política duradoura para a região”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, avalia que “os acontecimentos no Irã são de grande preocupação".

"Permanecemos em contato próximo para salvaguardar a segurança regional e a estabilidade. Garantir a segurança nuclear e prevenir quaisquer ações que possam escalar tensões e minar o programa de não proliferação nuclear é de vital importância. A União Europeia adotou grandes sanções em resposta às ações do regime assassino do Irã e de sua Guarda Revolucionária e promovemos consistentes esforços diplomáticos”.

A primeira-ministra do Japão, Takaichi Sanae, disse que determinou a adoção de medidas necessárias para garantir a segurança de cidadãos do país que estão nas áreas do ataque.

“Israel anunciou que realizou um ataque preventivo contra o Irã. Em seguida, também foi anunciado o envolvimento dos Estados Unidos. Dada a existência de tais preocupações, até agora vínhamos tomando medidas preventivas, como a evacuação antecipada de cidadãos japoneses para nos prepararmos para qualquer eventualidade. No entanto, ao receber a notícia, imediatamente instruí os ministérios relevantes a intensificarem a coleta de informações e a adotarem todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos cidadãos japoneses que permanecem no local”.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, também publicou numa rede social sua manifestação diante do ataque a Irã.

“Diante dos graves desenvolvimentos que a região está vivenciando, volto a apelar a todos os libaneses para que se revestam de sabedoria e patriotismo, colocando o interesse do Líbano e dos libaneses acima de qualquer cálculo. E reitero que não aceitaremos que alguém arraste o país para aventuras que ameacem sua segurança e sua unidade”.

Anthony Albanese, primeiro-ministro australiano, escreveu um longo texto onde afirmou que seu país está do lado do “povo corajoso do Irã em sua luta contra a opressão”. Ele escreveu que o regime iraniano “tem sido uma força desestabilizadora por meio de seus programas de mísseis balísticos e nucleares, apoio a grupos armados e atos brutais de violência e intimidação”. Albanese declarou ainda que a Austrália “apoia os Estados Unidos em ações para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear e para impedir que o Irã continue a ameaçar a paz e a segurança internacional”.

Agência Brasil

 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

15:22, 28 Fev

Imagem Clima

30

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Ataque em cojunto dos Estados Unidos e Israel no Irã.
Manifestações

Líderes mundiais reagem ataques coordenados de Israel e Estados Unidos contra Irã

Alguns países condenaram a ação deste sábado, 18 de fevereiro, enquanto outros demonstraram apoio à escalada militar no Oriente Médio.

Ataques de Israel e Estados Unidos no Irã.
Ofensiva

Exército de Israel publica vídeo de ataque aéreo contra o Irã neste sábado (28); assista

Em retaliação, o país iraniano disparou mísseis contra Israel e realizou uma agressão em bases americanas no Oriente Médio.

Presidente Lula durante discurso.
Situação

Governo Lula condena ataques coordenados dos EUA e Israel contra o Irã

Para o Itamaraty, a negociação é o único caminho viável para a paz, "posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região".

mais notícias

+

Newsletter