Coluços persistentes exigem atenção médica. Créditos: 8photo/Freepik
Soluços duradouros, que persistem por mais de 48 horas, fogem ao comum e ganharam destaque recentemente após o caso de Jair Bolsonaro, que não compareceu a uma audiência por causa disso.
Não apenas barulhos desconfortáveis: soluços crônicos podem atrapalhar vida e rotina. Podem prejudicar a alimentação, o sono e até causar angústia por seguidos episódios desconfortáveis.
O soluço é uma contração involuntária do diafragma, acompanhada do fechamento abrupto das cordas vocais. Quando se torna persistente, pode sinalizar algo além de simples irritação digestiva.
Condições como refluxo gastroesofágico, gastrite, esofagite e até inflamação no pâncreas estão entre as causas que precisam ser avaliadas por profissional de saúde, especialmente se os soluços não abrandam com técnicas caseiras.
Distúrbios neurológicos também figuram entre os suspeitos. Nervo frênico ou algum comprometimento do controle nervoso do diafragma podem estar por trás dos soluços que teimam em não passar.
Quando persistentes, os soluços podem conduzir a desnutrição, por dificultar a ingestão de alimentos e até broncoaspiração, aumentando o risco de infecções pulmonares graves.
Prender a respiração, beber água gelada ou sustentar o susto são famosas tentativas populares. Porém, são ineficazes em casos persistentes, que exigem investigação clínica mais profunda.
Se os soluços ultrapassarem 48 horas, é hora de consultar um médico. Exames como endoscopia ou tomografia podem ser necessários para diagnosticar a causa exata e indicar o tratamento mais adequado.
Após identificar a origem, o tratamento pode incluir desde medicamentos (para refluxo ou inflamação) até ajustes de hábitos e hidratação, sob orientação de profissional de saúde.
Sintomas adicionais como refluxo frequente, dor abdominal, alterações respiratórias ou dificuldade de engolir devem acionar o alarme, pois os soluços podem ser a ponta de um problema mais complexo.
O caso recente envolvendo uma figura pública evidencia que sintomas aparentemente banais também podem esconder condições sérias e ignorá-los pode atrasar o diagnóstico.
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