Romantismo? Sindrome do Coração partido comprova que é possível morrer de amor Foto: Reprodução / Internet
Histórias de casais que passam décadas juntos e morrem com poucos dias de diferença costumam emocionar e viralizar na internet. Mas o que parece apenas romantismo pode ter base científica: segundo médicos, é possível morrer de amor. O fenômeno tem nome e diagnóstico: trata-se da síndrome de Takotsubo, também chamada de síndrome do coração partido.
A condição é real e pode ser fatal em casos mais graves. Ela pode acontecer após um abalo emocional intenso, como a morte de um ente querido ou o fim de um relacionamento. O organismo libera tanta adrenalina que o funcionamento do coração é diretamente afetado.
A síndrome de Takotsubo é uma disfunção temporária, mas perigosa, do músculo cardíaco. Apesar de passageira em muitos casos, a condição pode causar arritmias, insuficiência cardíaca e até a morte. Ela costuma surgir após situações de estresse físico ou emocional extremo, como uma separação, acidente grave, cirurgia complexa ou até uma crise severa de asma.
Durante o evento traumático, o corpo libera uma quantidade excessiva de hormônios do estresse, especialmente adrenalina, que enfraquece o coração e compromete sua capacidade de bombear o sangue adequadamente.
Os sinais da síndrome podem ser facilmente confundidos com os de um infarto. Por isso, atenção aos principais sintomas:
Diante de qualquer um desses sintomas, é essencial procurar atendimento médico imediato. Só com exames laboratoriais e cardiológicos é possível confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento correto. Segundo Prestes, quanto mais rápido o diagnóstico, maiores são as chances de recuperação completa.
Embora nem todas as mortes após traumas emocionais estejam ligadas diretamente à síndrome do coração partido, a ciência reconhece que a dor emocional intensa pode afetar gravemente o corpo físico. Em alguns casos, o amor, quando perdido de forma abrupta, pode mesmo quebrar o coração, literalmente.
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