Xabi Alonso deixou o comando do Real Madrid após derrota para o Barcelona na final da Supercopa da Espanha. Foto: Divulgação / Real Madrid
A queda de Xabi Alonso no Real Madrid na manhã da segunda-feira, 12 de janeiro, surpreendeu parte do mundo do futebol, mas foi o reflexo de um processo turbulento que já vinha se desenrolando ao longo da temporada. O treinador, contratado em maio de 2025 para suceder Carlo Ancelotti, deixou o comando do clube merengue com apenas sete meses de trabalho, após uma série de problemas de vestiário, ausência de uma identidade tática clara e derrotas em jogos decisivos.
Um dos principais fatores apontados para a queda de Xabi Alonso no Real Madrid foi a perda de controle sobre o elenco. Fontes próximas ao clube relatam que o técnico enfrentou dificuldades para impor disciplina e administrar as demandas de um grupo de jogadores acostumado com grande autonomia e estrelato. Alguns atletas se sentiram desconfortáveis com intervenções do treinador em aspectos do dia a dia, como restrições ao uso de celulares e exigências sobre horários de viagem, o que gerou tensão interna no vestiário.
A situação ficou patente em episódios notórios, como o atrito entre Xabi Alonso e o atacante Vinícius Júnior após uma substituição em clássico contra o Barcelona, e o desconforto de outros titulares com mudanças táticas e posições de jogo, situações que contribuíram para desgaste no ambiente do grupo.
Outro elemento que pesou na queda de Xabi Alonso no Real foi a dificuldade em estabelecer um estilo de jogo consistente. Apesar de um início promissor, com sequência de vitórias no início da temporada espanhola, o time merengue acabou sem um padrão tático sólido diante de desafios mais exigentes. A alternância entre sistemas com três ou quatro zagueiros e ajustes frequentes na formação foram reflexos da busca por solução, mas sem resultados consistentes.
Lesões de peças importantes ao longo da temporada também complicaram a montagem do esquema desejado por Alonso, que chegou ao clube com a missão de implementar um futebol coletivo e dinâmico. A falta de clareza tática ficou ainda mais evidente em derrotas contundentes, incluindo goleadas em confrontos diretos contra rivais de peso na Europa.
A sequência de resultados negativos em partidas de alto impacto contribuiu para a decisão da diretoria de promover a demissão. Um dos momentos críticos foi a derrota por 5 a 2 para o Atlético de Madrid na La Liga, que expôs fragilidades defensivas e quebrou o início ideal da temporada. Em torneios continentais, os Merengues também sofreram com quedas diante de adversários como Liverpool e Manchester City, o que evidenciou a falta de um modelo competitivo em confrontos decisivos.
A derrota para o Barcelona na final da Supercopa da Espanha, que terminou em 3 a 2 para o rival catalão, foi o episódio derradeiro que selou a saída de Alonso do comando técnico do clube.
Após a demissão de Xabi Alonso, o Real Madrid definiu Álvaro Arbeloa como o técnico da equipe. O ex-lateral estava comandando o Real Madrid Castilla, equipe B dos Merengues, e chega ao time profissional com o respaldo de Florentino.
1
2
3
4
19:12, 05 Set
27
°c
Fonte: OpenWeather
Equipes se enfrentam neste domingo (6), às 11h15, no Mestalla, pela quarta rodada de LALIGA
Equipes se enfrentam neste domingo (6), às 19h30, na Neo Química Arena, pela 26ª rodada do Brasileirão
Pernambucanos e paraibanos se enfrentam neste domingo (6), às 18h30, na Arena de Pernambuco, pela primeira rodada do quadrangular da Série C.
mais notícias
+