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Atleta trans campeã de natação pela Universidade da Pensilvânia tem seus títulos retirados

A nadadora transgênero, Lia Thomas, foi a primeira atleta da categoria a conquistar um título da NCAA.

Eduarda Queiroz

03 de julho de 2025 às 16:31   - Atualizado às 16:31

Atleta trans campeã de natação pela Universidade da Pensilvânia tem seus títulos retirados.

Atleta trans campeã de natação pela Universidade da Pensilvânia tem seus títulos retirados. Foto: Reprodução/X

A Universidade da Pensilvânia (UPenn) retirou oficialmente os títulos conquistados pela nadadora transgênero Lia Thomas em competições femininas da Ivy League. A decisão ocorre após uma investigação do Escritório de Direitos Civis (OCR) do Departamento de Educação dos Estados Unidos, sob pressão do governo Trump, que apontou violação do Título IX, lei que proíbe discriminação por sexo em instituições educacionais.

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Lia Thomas fez história ao se tornar a primeira atleta transgênero a conquistar um título da National Collegiate Athletic Association (NCAA) em 2022, competindo pela equipe feminina da UPenn. Na ocasião, sua vitória gerou controvérsias no meio esportivo e dividiu opiniões entre atletas, torcedores e especialistas. Inclusive, durante a premiação, as demais atletas se recusaram a subir no pódio com ela, em sinal de protesto, alegando desigualdade na disputa.

Segundo o relatório do Departamento de Educação, a UPenn cometeu irregularidades ao permitir que "um homem competisse em programas esportivos femininos e utilizasse instalações exclusivas para mulheres".

Com isso, a universidade firmou um acordo de resolução em que se compromete a adotar definições biológicas de sexo e impedir que atletas do sexo masculino (biológico) participem de equipes femininas ou utilizem espaços exclusivos dessas categorias.

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A medida inclui a restituição dos títulos e recordes às atletas que foram superadas por Lia Thomas nas temporadas de 2021 e 2022. Além disso, a UPenn deverá enviar cartas de desculpas individuais às atletas afetadas e revisar os registros históricos do site oficial da instituição. Já foram removidas as referências a Thomas nos recordes dos 100m, 200m e 500m livres.

A secretária de Educação, Linda McMahon, elogiou o acordo e reforçou o impacto político da decisão:

"O acordo de resolução de hoje com a UPenn é mais um exemplo do efeito Trump em ação. Graças à liderança do presidente Trump, a UPenn concordou em se desculpar por suas violações anteriores do Título IX e em garantir que o esporte feminino seja protegido na universidade para as futuras gerações de atletas femininas."

Paula Scanlan, ex-nadadora da própria UPenn, que dividiu equipe e vestiário com Lia Thomas, também se manifestou:

"Como ex-nadadora da UPenn que teve que competir e dividir o vestiário com um atleta masculino, sou profundamente grata ao governo Trump por se recusar a recuar na proteção de mulheres e meninas. Também estou feliz que minha alma mater finalmente tenha concordado em seguir não apenas o caminho legal, mas também o honroso", afirmou.

Outra voz importante no debate é Riley Gaines, ex-nadadora da Universidade de Kentucky e uma das maiores críticas da inclusão de atletas trans em esportes femininos:

"Que este dia sirva como um marco para mostrar às instituições educacionais que os direitos civis das mulheres não serão mais ignorados. Que ele reacenda a esperança entre todas as atletas de que a liderança máxima do país continuará firme na defesa da dignidade, da segurança e da justiça que elas merecem."

Mesmo com a participação de Lia Thomas sendo permitida pelas regras da NCAA na época, o Departamento de Educação concluiu que a decisão comprometeu a igualdade competitiva garantida às demais atletas mulheres pelo Título IX.

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