Clube Nautico Capibaribe Foto: Divulgação
O Náutico, um dos clubes mais tradicionais do futebol pernambucano, enfrenta um momento crítico em sua saúde financeira. Com o pedido de Recuperação Judicial (RJ) homologado, o clube agora busca reorganizar suas dívidas, que somam mais de R$ 132 milhões reconhecidos na Justiça, evitando penhoras de imóveis e leilões de ativos importantes, como sede e estádio.
No total, o Náutico possui 675 casos de credores, entre dívidas trabalhistas e cíveis. Grande parte do passivo — R$ 112,5 milhões, cerca de 85% do total — é referente a débitos trabalhistas, sobretudo com ex-jogadores. Esse perfil reflete a dificuldade histórica do clube em manter o pagamento em dia de atletas e profissionais do futebol, principalmente em períodos de menor receita.
Além de ex-jogadores, o clube também possui dívidas com instituições e outros clubes, como o Sport Club Corinthians Paulista, com R$ 2.823.611 reconhecidos na classe de credores quirografários.
A Recuperação Judicial é um mecanismo legal que permite às empresas, inclusive clubes de futebol, reorganizar suas finanças sem entrar em falência. No caso do Náutico, o pedido de RJ foi protocolado em fevereiro de 2023, e o processo permite:
O objetivo é limpar o passivo do clube e tornar a operação financeira mais atraente para futuros investidores, especialmente com a perspectiva de transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
A lista de maiores credores do Náutico é dominada por ex-jogadores, com dívidas individuais que variam de R$ 2 milhões a quase R$ 5 milhões. Entre os dez maiores credores, apenas um clube e um ex-jogador com papel administrativo aparecem, reforçando a predominância de débitos trabalhistas no passivo.
Essa concentração mostra que a recuperação financeira do Náutico depende, em grande parte, da negociação direta com profissionais que construíram a história recente do clube. A estratégia do clube é propor descontos e parcelamentos, tornando o pagamento viável sem comprometer sua operação.
Com o processo em andamento, o Náutico ainda precisa passar pela fase de negociações extrajudiciais, antes da assembleia geral de credores, onde os planos de pagamento serão aprovados. Empresas especializadas, como a Líderes em Recuperação Judicial e Falência (LRF), têm auxiliado o clube na condução do processo, garantindo transparência e segurança jurídica.
A expectativa é que, com a homologação total do plano de pagamento, o Náutico consiga reduzir significativamente o passivo e criar condições para atrair investidores e reforçar sua estabilidade financeira, mantendo a competitividade dentro e fora de campo.
*Classe I – Trabalhistas
**Classe III – Quirografários
A Recuperação Judicial do Náutico representa uma oportunidade de reorganização e estabilidade. Apesar do impacto das dívidas trabalhistas e cíveis, o clube busca soluções negociadas para honrar compromissos históricos, sem comprometer seu futuro esportivo. Para o torcedor, trata-se de um passo fundamental para garantir que o Timbu continue ativo, competitivo e financeiramente saudável.
Da redação do Portal com informações do site Cassio Zirpolli
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O único gol da semifinal foi marcado no segundo tempo pelo jogador Gustavo Maia.
As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 21h30, no Estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, pelo Brasileirão.
As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 19h30, no Maracanã, pelo Brasileirão.
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