Sistema de reconhecimento facial Arena das Dunas. Foto: Divulgação
O futebol brasileiro está entrando em uma nova fase de segurança. Diversos estádios do país começaram a implantar sistemas de reconhecimento facial para identificar torcedores antes do acesso às arquibancadas. A medida visa coibir a violência, identificar foragidos da Justiça e impedir o acesso de torcedores punidos por atos ilícitos em eventos anteriores.
A tecnologia já é usada em países como Inglaterra, Japão e Catar — e agora ganha espaço também no Brasil. Clubes e administrações de arenas afirmam que o objetivo não é punir, mas garantir um ambiente mais seguro e familiar para o público.
O sistema opera por meio de câmeras posicionadas nas catracas ou acessos principais. Elas capturam a imagem do torcedor em tempo real e comparam com um banco de dados previamente carregado — que pode incluir:
Se houver correspondência, o sistema emite um alerta e o torcedor pode ser retido ou impedido de entrar. Em muitos casos, a imagem é conferida por um agente de segurança para evitar erros de identificação.
Vários estados e clubes já iniciaram a implantação da tecnologia:
Além disso, a CBF e o Ministério da Justiça já discutem parcerias com empresas para promover o reconhecimento facial em estádios de todo o país, principalmente nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro.
A princípio, o uso da tecnologia será aplicado em partidas com maior risco de incidentes ou com histórico de violência. Os torcedores comuns não terão que fazer nada além do que já é exigido: comprar ingressos de forma regular, apresentar documento com foto e acessar pelos canais oficiais.
No entanto, a expectativa é de que, em breve, os cadastros biométricos se tornem obrigatórios para a compra de ingressos, especialmente para as torcidas organizadas.
O uso do reconhecimento facial também levanta questionamentos sobre privacidade e vigilância em massa. Organizações de defesa dos direitos civis já alertaram que a coleta de dados precisa ser feita com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com consentimento e garantias de que os dados não serão usados para fins indevidos.
Especialistas destacam a necessidade de:
Mesmo com críticas, a tendência é que o reconhecimento facial se torne padrão em grandes eventos esportivos no Brasil, principalmente como exigência de patrocinadores, seguradoras e entidades internacionais.
Com a Copa do Mundo de 2030 se aproximando e o Brasil frequentemente sediando eventos de alto porte, a tecnologia deve se expandir para outros setores, como shows, festivais e arenas multiuso.
O reconhecimento facial nos estádios representa um avanço importante na segurança de eventos esportivos, embora exija atenção redobrada com os direitos individuais. Se bem implementado, pode ser um divisor de águas para transformar a experiência do torcedor brasileiro: mais tranquila, segura e moderna.
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O único gol da semifinal foi marcado no segundo tempo pelo jogador Gustavo Maia.
As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 21h30, no Estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, pelo Brasileirão.
As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 19h30, no Maracanã, pelo Brasileirão.
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