Oscar Schmidt, lenda do esporte brasileiro, é cremado com camisa da Seleção de Basquete Foto: Reprodução
O ex-jogador e ídolo do basquete brasileiro Oscar Schmidt foi cremado na noite desta sexta-feira, 17 de abril, em São Paulo, vestindo a camisa da Seleção Brasileira de Basquete, um pedido feito ainda em vida e atendido pela família. A despedida ocorreu em uma cerimônia reservada, restrita a parentes e amigos próximos.
O corpo saiu do Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, na região metropolitana paulista, já com o uniforme que marcou sua trajetória histórica nas quadras.
Em nota divulgada nas redes sociais, a família agradeceu as manifestações de carinho e solidariedade, destacando que a despedida ocorreu de forma discreta.
“A família agradece, com carinho, todas as mensagens de apoio, força e solidariedade. A despedida foi realizada de forma discreta, apenas entre parentes próximos. Pedimos respeito e privacidade neste momento”, diz o comunicado.
Segundo a Prefeitura de Santana de Parnaíba, Oscar passou mal em casa na manhã de sexta-feira e foi socorrido pelo serviço de resgate já em parada cardiorrespiratória. Ele chegou ao hospital sem vida, pouco antes das 14h.
Diagnosticado com câncer no cérebro em 2011, o ex-jogador passou por cirurgias e tratamentos ao longo dos anos. Em 2022, optou por interromper os cuidados médicos. Também havia sido diagnosticado com arritmia cardíaca em 2014. Oscar Schmidt deixa a esposa, Maria Cristina Victorino, com quem era casado desde 1981, e os filhos Filipe e Stephanie.
Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu no dia 16 de fevereiro de 1958, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.
Começou a se interessar por basquete aos 13 anos, após se mudar para Brasília, por influência de seu técnico Zezão, que o incentivou a procurar o Clube Vizinhança, que era treinado pelo técnico Laurindo Miura.
Em 1974, aos 16 anos, Oscar mudou-se para São Paulo, para iniciar a carreira no infanto-juvenil do Palmeiras. Foi convocado para a seleção juvenil de basquete em 1977 e eleito melhor pivô do sul-americano juvenil.
Na seleção principal de basquete do Brasil, foi campeão sul-americano e ganhou medalha de bronze.
Em 1979, ganhou um dos títulos mais importantes de sua carreira: a Copa William Jones, o mundial interclubes de basquete. No ano seguinte, disputou sua primeira Olimpíada, em Moscou.
Disputou outras quatro olimpíadas: Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996), sempre se destacando como cestinha da competição.
Oscar jogou 11 temporadas na Itália, 8 pelo Juvecaserta e 3 pelo Pavia.
Em 1995, Oscar decidiu retornar para o Brasil, passando a jogar no Corinthians, onde ganhou, em 1996, o oitavo título brasileiro de sua carreira.
No Brasil, Oscar ainda jogou pelo Banco Bandeirantes, entre 1997 e 1998, Mackenzie, entre 1998 e 1999 e Flamengo, entre 1999 e 2003.
No rubro-negro, alcançou uma das marcas mais expressivas de sua carreira: maior cestinha da história do basquete, com 49,737 pontos. Até então, esse posto pertencia a Kareem Abdul-Jabbar, com 46.725 pontos.
Em 1991, Oscar foi nomeado um dos 50 Maiores Jogadores de Basquete pela Fédération Internationale de Basketball (Fiba). Também integrou o Hall da Fama da NBA,
Em 2003, Oscar se aposentou das quadras.
Da redação do Portal de Prefeitura com informações da Agência Brasil
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