Douglas Silva Campeão Brsileiro 2025 Foto Caio Graça
As águas do litoral sul pernambucano foram palco de um verdadeiro show de surfe e celebração cultural. Neste domingo (17), as finais da segunda etapa do Brasil Surf Pro 2026, realizadas em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca (PE), coroaram o excelente momento técnico dos atletas locais. O grande destaque do fim de semana foi o pernambucano Douglas Silva, atual campeão brasileiro, que confirmou o favoritismo, ditou o ritmo nas ondas de casa e ergueu mais um troféu importante para a sua carreira.
O evento não apenas testou a habilidade dos principais surfistas do país em condições de mar desafiadoras, mas também serviu para ratificar a hegemonia e o crescimento do Nordeste na modalidade. Das quatro vagas disponíveis nas semifinais da categoria masculina, três foram ocupadas por atletas da região, evidenciando o potencial dos centros de treinamento do litoral nordestino.
Conhecedor nato das valas da praia do Borete, Douglas Silva manteve um ritmo forte e constante desde as primeiras baterias. Na semifinal, o surfista pernambucano não deu margem para surpresas e avançou com autoridade ao superar o experiente baiano Bino Lopes. Do outro lado da chave, o paulista Weslley Dantas carimbou o passaporte para a decisão após uma virada emocionante nos minutos finais contra o potiguar Alan Jhones.
A grande final colocou frente a frente dois campeões nacionais em um duelo tático dentro da água. Em um mar que exigia leitura precisa, Douglas Silva conseguiu encontrar as melhores oportunidades da bateria. O pernambucano somou as notas 6.90 e 5.03 (totalizando 11.93 pontos), superando os 5.50 e 4.83 (total de 10.33 pontos) de Weslley Dantas. O triunfo veio em um momento iluminado para Douglas, que na semana anterior já havia conquistado o título do Nordestino Pro no mesmo pico.
No cenário feminino, a representatividade da região também se fez presente na grande decisão. A cearense Juliana Santos, campeã brasileira em 2023, fez uma campanha sólida e chegou à final contra a catarinense Taina Hinckel. Em uma bateria bastante disputada, Taina acabou levando a melhor pelo placar de 13.23 a 10.26, garantindo o título da etapa para Santa Catarina.
A temporada de 2026 marca a consolidação do novo formato estruturado pela Surf Brasil para o circuito nacional profissional. Com a implementação de uma divisão única, ranking dinâmico e um sistema de acesso mais democrático, a competição passou a atrair um número expressivo de inscritos. Além do ganho técnico, o aumento nas premiações contribui diretamente para a valorização dos atletas profissionais que atuam fora do circuito da elite mundial (WSL).
Mais do que o espetáculo esportivo, a realização do Brasil Surf Pro em Porto de Galinhas movimentou intensamente a economia da região. O turismo esportivo atraiu marcas, mídia especializada, equipes e visitantes, reforçando o balneário pernambucano como um dos principais polos de eventos de praia do país. A competição contou com o apoio da Federação Pernambucana de Surf e da Prefeitura de Ipojuca, garantindo estrutura de ponta e transmissão ao vivo para todo o Brasil.
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