Bruno Becker, presidente do Náutico. Foto: Gabriel França/CNC
O Náutico ganhou um importante alívio financeiro após a homologação da Recuperação Judicial. Com a decisão oficalizada nesta semana, o clube conseguiu uma redução de 72,5% suas dívida trabalhistas e cíveis, fazendo o passivo cair de R$ 153 milhões para R$ 42 milhões.
A homologação foi assinada pela 21ª Vara Cível da Capital e representa um dos passos mais importantes do processo de reorganização financeira do clube alvirrubro, que tenta estabilizar as contas após anos de dificuldades econômicas.
O plano aprovado envolve aproximadamente 700 credores e prevê o pagamento de diferentes formas, de acordo com a participação do clube em divisões do futebol brasileiro.
A redução acontece por conta dos deságios previstos no plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores e homologado pela Justiça. Dependendo do tipo de dívida e do valor devido, os descontos podem chegar a 90%.
No modelo aprovado, os credores trabalhistas com valores mais baixos terão prioridade e receberão sem descontos. Já débitos mais elevados sofrerão reduções significativas.
Entre os principais pontos do plano estão:
Ao todo, o Timbu possui 781 credores divididos entre categorias trabalhistas, empresariais e fornecedores. A maior parte do débito está concentrada justamente nas ações trabalhistas.
Um dos pilares do plano financeiro do Náutico é o valor que o clube tem a receber da Arena de Pernambuco pela rescisão contratual envolvendo o estádio.
Segundo o clube, aproximadamente R$ 30 milhões já estão depositados em juízo e aguardam apenas liberação oficial para serem utilizados no início do pagamento aos credores. Em algumas atualizações do processo, o valor já aparece corrigido para cerca de R$ 32 milhões.
Desse valor, R$ 22 milhões serão separados para o pagamento das dívidas do clube.
O plano homologado prevê uma recuperação financeira de longo prazo. Caso o Náutico permaneça na Série B, a estimativa é de que a dívida seja quitada em aproximadamente 12 anos. Já que, segundo o Timbu, será pago R$ 1,5 milhão se estiver na segundona.
Caso o clube conquiste o acesso e continua na primeira divisão do futebol brasileiro, o Náutico terá que pagar R$ 3 milhões por mês.
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