Mandatário do Timbu afirma que o momento exige equilíbrio, defende a continuidade do projeto e descarta decisões motivadas pela pressão dos resultados.
Hélio dos Anjos está pressionado no cargo. Foto: Rafael Vieira / Náutico
O jejum de vitórias do Náutico na Série B voltou a colocar em pauta o futuro da comissão técnica. No entanto, a diretoria alvirrubra demonstrou que, pelo menos neste momento, não pretende alterar o comando do futebol.
Em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira, 14 de julho, o presidente Bruno Becker afirmou que mantém confiança no trabalho desenvolvido por Hélio dos Anjos e Guilherme dos Anjos, apesar da sequência de sete partidas sem triunfos.
O dirigente admitiu que o desempenho recente aumenta a cobrança sobre todos os envolvidos no departamento de futebol, mas ressaltou que a gestão não pretende abrir mão do planejamento construído desde o início do mandato por causa de um momento de instabilidade dentro de campo.
Segundo Bruno Becker, o Náutico continuará tomando decisões que considerar necessárias para fortalecer o clube, mas elas serão baseadas em critérios técnicos e estratégicos, e não apenas na pressão provocada pelos resultados da equipe.
Para o presidente, promover mudanças radicais neste momento poderia comprometer um projeto que vem sendo desenvolvido a longo prazo.
"As medidas que tiveram que ser tomadas para a gente manter o projeto, elas vão ser tomadas. Agora, como eu disse, não é o momento, penso eu, de mudanças radicais. O momento que a gente está passando não exige essas mudanças radicais, porque senão vou estar colocando em risco o projeto. Se eu começar a colocar em risco o projeto, vou estar sendo um incoerente com o que eu sempre defendo e defendi, enquanto gestão, enquanto presidente do clube", afirmou.
Embora tenha reforçado o apoio à comissão técnica, Bruno Becker destacou que nenhum cargo dentro do alvirrubro é permanente. O dirigente lembrou que ele próprio pode deixar a presidência caso entenda que não consegue mais contribuir com o clube ou por decisão dos órgãos internos.
Na avaliação do mandatário, essa lógica também se aplica aos demais profissionais, desde que qualquer decisão seja tomada de forma responsável e alinhada ao planejamento institucional.
"Por outro lado, nem eu tenho cadeira cativa no clube. Posso ser retirado pelo sócio, uma Assembleia Geral de Sócios, posso ser afastado pelo Conselho Deliberativo e posso sair por mim mesmo. Se eu entender que eu não contribuo mais com o clube e que eu não posso agregar, eu não tenho problema nenhum em tomar uma decisão nesse sentido", declarou.
Ao ser questionado se existe um prazo para reavaliar o trabalho da comissão técnica, Becker respondeu que o clube não estabelece um número de rodadas como limite para mudanças. Segundo ele, a prioridade continua sendo consolidar um modelo de gestão diferente do adotado em temporadas anteriores, apostando na continuidade como caminho para alcançar resultados consistentes.
"Pode parecer contraditório o que estou dizendo, mas no racional nosso de projeto de condução de clube, do que a gente vem querendo fazer de diferente, saindo do modelo tradicional que o Náutico sempre enfrentou, não enxergo qual é o limite. São duas, três, cinco rodadas, ou até o final do ano. Nós temos um projeto e vamos fazer tudo o que for necessário para manter esse projeto sustentado e exitoso como vem sendo", concluiu.
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