Bruno Becker com camisa do Náutico nos Aflitos. Foto: Gabriel França / Náutico
A sequência negativa do Náutico na Série B do Campeonato Brasileiro aumentou a pressão sobre a comissão técnica, mas, ao menos por enquanto, não provocará mudanças na estrutura do futebol alvirrubro.
Em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (14), o presidente Bruno Becker reafirmou seu apoio ao técnico Hélio dos Anjos e ao executivo Guilherme dos Anjos, destacando que o clube seguirá priorizando a continuidade do projeto em andamento.
Questionado sobre a permanência da dupla após o Timbu completar sete jogos consecutivos sem vencer, o dirigente reconheceu a insatisfação provocada pelos resultados recentes. Apesar disso, afirmou que decisões motivadas apenas pelo momento vivido pela equipe poderiam comprometer o planejamento estabelecido pela atual administração.
Durante a coletiva, Becker ressaltou que a diretoria está disposta a adotar medidas sempre que considerar necessário, mas descartou mudanças drásticas neste momento da temporada. Segundo ele, preservar o modelo de gestão implantado é mais importante do que agir impulsivamente diante da pressão por resultados.
"As medidas que tiveram que ser tomadas para a gente manter o projeto, elas vão ser tomadas. Agora, como eu disse, não é o momento, penso eu, de mudanças radicais. O momento que a gente está passando não exige essas mudanças radicais, porque senão vou estar colocando em risco o projeto. Se eu começar a colocar em risco o projeto, vou estar sendo um incoerente com o que eu sempre defendo e defendi, enquanto gestão, enquanto presidente do clube", afirmou.
Embora tenha reafirmado a confiança na comissão técnica, o presidente fez questão de destacar que nenhum integrante da estrutura do clube possui estabilidade permanente, incluindo ele próprio.
De acordo com Becker, qualquer alteração será analisada com responsabilidade e sempre levando em consideração o que for mais benéfico para o futuro do Náutico.
"Por outro lado, nem eu tenho cadeira cativa no clube. Posso ser retirado pelo sócio, uma Assembleia Geral de Sócios, posso ser afastado pelo Conselho Deliberativo e posso sair por mim mesmo. Se eu entender que eu não contribuo mais com o clube e que eu não posso agregar, eu não tenho problema nenhum em tomar uma decisão nesse sentido", declarou.
Ao abordar um possível limite para a permanência da comissão técnica, Bruno Becker afirmou que a diretoria não trabalha com um número específico de partidas para avaliar o trabalho desenvolvido. Segundo ele, o foco permanece na consolidação de um projeto de longo prazo, mesmo diante da pressão provocada pelos resultados recentes.
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, concluiu.
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