Aflitos lotado em jogo do acesso contra o Brusque. Foto: Gabriel França / Náutico
O ano de 2025 chega ao fim com um desfecho especial para a torcida do Clube Náutico Capibaribe. Depois de mais uma temporada iniciada sob pressão e incertezas, o Timbu conseguiu transformar frustrações em combustível e alcançou o principal objetivo do ano: o retorno à Série B do Campeonato Brasileiro, após três temporadas afastado da divisão.
A trajetória alvirrubra foi marcada por mudanças, eliminações dolorosas, viradas improváveis e uma arrancada decisiva que recolocou o clube entre os protagonistas do futebol nacional.
O Náutico começou 2025 ainda sentindo os efeitos do fracasso na Série C do ano anterior. A diretoria apostou em Marquinhos Santos para comandar a equipe, tentando iniciar um novo ciclo. Nos primeiros jogos, a escolha pareceu acertada.
No Campeonato Pernambucano, o Timbu venceu seus dois maiores rivais: derrotou o Sport na Ilha do Retiro e superou o Santa Cruz nos Aflitos. Além disso, avançou na primeira fase da Copa do Brasil, garantindo reforço financeiro importante para o clube.
Apesar do bom começo, o desempenho caiu justamente no momento decisivo do estadual.
A derrota para o Decisão, na última rodada da fase de grupos do Campeonato Pernambucano, impediu o Náutico de avançar diretamente às semifinais. Nas quartas de final, em jogo único contra o Retrô, o empate sem gols levou a decisão para os pênaltis.
Nas cobranças, a equipe da Fênix levou a melhor por 5 a 3, eliminando o alvirrubro e aumentando a pressão sobre a comissão técnica e a diretoria.
Pouco depois da eliminação estadual, o Náutico surpreendeu fora de casa ao eliminar o Vitória, no Barradão, pela Copa do Brasil. A classificação levou o clube à terceira fase da competição, onde acabou eliminado pelo São Paulo, mas deixou uma imagem mais competitiva da equipe.
Mesmo assim, a instabilidade persistia, principalmente no Brasileirão Série C.
Com a sequência de resultados negativos e o desempenho irregular, a diretoria decidiu mudar o rumo. Marquinhos Santos foi demitido, e Hélio dos Anjos assumiu o comando técnico, em uma aposta experiente para salvar a temporada.
O cenário não era simples. O Náutico ainda não havia vencido na Série C e tinha uma missão complicada na Copa do Nordeste. Logo nos primeiros jogos, veio a eliminação no Nordestão após derrota para o Bahia, o que fez o clube concentrar todas as forças na Série C.
A resposta veio de forma contundente. Sob o comando de Hélio dos Anjos, o Timbu emplacou uma sequência de 12 jogos de invencibilidade, com oito vitórias no período, conquistando uma das melhores campanhas da reta final da primeira fase.
| Jogos | Vitórias | Empates | Derrotas | Pontos |
|---|---|---|---|---|
| 19 | 10 | 6 | 3 | 36 |
O desempenho garantiu ao alvirrubro a terceira colocação e a vaga no quadrangular decisivo.
Na fase final, o Náutico caiu em um grupo com Ponte Preta, Guarani e Brusque. A estreia foi animadora, com vitória fora de casa contra o Brusque. No entanto, os dois jogos seguintes, ambos nos Aflitos, terminaram em derrotas para Ponte Preta e Guarani, complicando a situação.
Com o acesso ameaçado, o Timbu voltou a buscar forças. Dois empates contra os clubes de Campinas mantiveram o sonho vivo, especialmente o empate contra o Guarani, selado por Paulo Sérgio nos minutos finais.
Na última rodada, diante de um Aflitos completamente lotado, o Náutico precisava vencer o Brusque e torcer por uma derrota do Guarani. O Timbu saiu na frente com Hélio Borges, inflamando a torcida.
O Brusque empatou no segundo tempo e o clima ficou tenso até os minutos finais. Tudo continuava indefinido, até que chegou os 43 minutos do segundo tempo, quando o Náutico teve um pênalti a favor marcado. E não podia ser diferente. Paulo Sérgio na bola. Os Aflitos se calou. Até o momento em que o camisa 9 do Timbu jogou a bola para o fundo da rede e decretou o retorno à Série B após três anos.
Fim de jogo. Náutico conquista o acesso, torcida invade o campo, festeja com os jogadores e Hélio dos Anjos é celebrado.
O que parecia improvável aconteceu. O Timbu estava sonhando de olhos abertos. Bem abertos.
Fechando a temporada, o clube também venceu fora de campo. Bruno Becker, presidente durante a campanha do acesso, foi reeleito por aclamação e seguirá no comando do Náutico por mais dois anos.
O que começou como um ano de incertezas terminou como uma história de superação. O Timbu voltou à Série B sonhando acordado e com os olhos bem abertos para novos desafios.
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O único gol da semifinal foi marcado no segundo tempo pelo jogador Gustavo Maia.
As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 21h30, no Estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, pelo Brasileirão.
As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 19h30, no Maracanã, pelo Brasileirão.
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