Marcelo Cabo, técnico do Santa Cruz. Foto: Reprodução / TV Coral
O técnico do Santa Cruz, Marcelo Cabo, defendeu a postura tática da equipe após a goleada sofrida por 4x0 diante do Náutico, no Clássico das Emoções, disputado na Arena de Pernambuco, no domingo, 25 de janeiro.
A declaração ocorreu durante entrevista coletiva concedida após o encerramento da partida, em meio a um clima de forte insatisfação da torcida tricolor, que questionou as escolhas do treinador para o confronto.
Ao ser questionado pelo jornalista Everthon Santos, do Portal de Prefeitura/Futebol PE, sobre as críticas de que teria escalado o time de forma excessivamente defensiva, Marcelo Cabo rejeitou essa interpretação. O treinador afirmou que a opção por atuar com três zagueiros não pode ser associada automaticamente a uma postura recuada e destacou que o desenho tático previa liberdade ofensiva pelos lados do campo e articulação pelo meio.
Segundo o comandante coral, o sistema adotado buscou justamente dar mais opções ofensivas à equipe, especialmente com a liberação dos laterais para atuarem como alas. Marcelo Cabo explicou que a proposta permitiu ao Santa Cruz ocupar o campo adversário e criar situações de ataque, ainda que o resultado final não tenha refletido esse planejamento.
“O fato de você jogar com três zagueiros não significa ser defensivo. Nós liberamos nossos laterais para virarem alas e ter uma articulação pelo meio. Acho que, hoje, talvez de todos os jogos que fizemos, taticamente foi o mais organizado para atacar”, afirmou o treinador durante a coletiva.
Marcelo Cabo citou, como exemplo, a atuação do lateral Israel. De acordo com o técnico, o jogador teve liberdade para avançar, chegou com frequência ao último terço do campo e conseguiu atacar a linha de fundo ao longo da partida. O treinador ressaltou que o atleta apareceu como opção ofensiva e participou de jogadas que geraram oportunidades claras de finalização para o Santa Cruz.
Na avaliação de Cabo, a movimentação de Israel simbolizou o que o treinador buscava com o esquema montado para o clássico. A ideia, segundo ele, consistia em dar profundidade pelos lados e presença ofensiva sem comprometer totalmente o equilíbrio defensivo. Mesmo com o placar elástico a favor do Náutico, o técnico reforçou que o plano de jogo não se baseou em uma estratégia defensiva.
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