Zagueiro campeão do mundo é investigado após denúncia de família colombiana por trabalho ilegal e condições consideradas exploratórias; jogador e esposa negam acusações.
Lucas Hernández e sua esposta são alvo de investigação na França. Fotos: Divulgação
O zagueiro francês Lucas Hernández, atualmente no Paris Saint-Germain e campeão do mundo em 2018, está sob investigação criminal por acusações de tráfico de pessoas e emprego ilegal, após uma denúncia formal apresentada por uma família colombiana ao Ministério Público de Versalhes. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 21 de janeiro, e repercute intensamente no futebol europeu e internacional.
Segundo a denúncia, relatada inicialmente pela revista Paris Match e confirmada por agências internacionais, uma família colombiana de cinco pessoas (pai, mãe e três filhos) teria trabalhado para Hernández e sua esposa, Victoria Triay, entre setembro de 2024 e novembro de 2025, em condições consideradas ilegal e exploratórias.
De acordo com a família e sua advogada, nenhum contrato formal foi estabelecido, os trabalhadores não tinham registro regular na França, nem acesso ao sistema de seguridade social, e realizavam funções diversas, como segurança, limpeza, cuidados com crianças e serviços domésticos, em jornadas exaustivas de até 84 horas semanais, com salários pagos em dinheiro e sem benefícios legais.
A situação foi descrita pela advogada dos denunciantes como algo que “se assemelha a uma forma de escravidão moderna”.
O caso foi oficialmente encaminhado à brigada de investigação de Saint-Germain-en-Laye, sob supervisão do Ministério Público de Versalhes, que agora apura possíveis crimes de tráfico de seres humanos, trabalho não declarado e violação de leis trabalhistas.
As acusações ganharam repercussão internacional não apenas pela gravidade dos fatos, mas também pelo prestígio de Hernández no futebol europeu, onde atua como defensor de elite e figura regularmente em competições da Ligue 1 e na seleção francesa.
Em comunicado oficial, Lucas Hernández e sua esposa repudiaram as acusações, afirmando que foram “manipulados” pelas pessoas que consideravam amigas e que jamais agiram com má-fé ou intenção de desrespeitar a legislação francesa.
Na nota, o casal diz que “abriu sua casa e suas vidas a pessoas que buscaram sua bondade”, mas que foi traído por promessas de regularização migratória feitas pelos próprios trabalhadores.
A defesa também alega que não houve intenção criminosa e que sempre acreditaram estar ajudando uma família em situação vulnerável, acrescentando que agora o caso será esclarecido nos tribunais competentes da França.
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