Liga Social Joga Pra Elas inicia no mês de setembro. Foto: Divulgação
O futebol vai ocupar um espaço ainda maior na vida de cerca de 400 meninas e jovens mulheres de diferentes regiões de Pernambuco. Entre os dias 17 e 20 de setembro, o Centro Esportivo Santos Dumont, no Recife, recebe a Liga Social Joga Pra Elas, iniciativa que pretende transformar a prática esportiva em uma ferramenta de inclusão, formação e protagonismo feminino.
Mais do que uma competição, o evento reúne futebol, atividades educativas, serviços gratuitos e discussões sobre temas que fazem parte da realidade de meninas e mulheres. A programação também terá um importante componente de representatividade, com a participação de equipes formadas por atletas indígenas e quilombolas.
A proposta é aproximar jovens de diferentes territórios e realidades por meio do esporte, criando um ambiente no qual elas possam não apenas jogar futebol, mas também ocupar espaços, desenvolver novas habilidades e refletir sobre questões sociais.
A programação será dividida em dois momentos. Nos dias 17 e 18, as participantes terão acesso a palestras, oficinas e atividades de formação. Entre os assuntos previstos estão saúde mental, violência contra a mulher e o legado social da Copa do Mundo Feminina.
Já nos dias 19 e 20, o futebol assume o protagonismo com a realização da competição. Atletas de diferentes regiões de Pernambuco estarão reunidas no Santos Dumont, incluindo equipes indígenas e quilombolas.
A iniciativa também busca oferecer uma estrutura completa às participantes. A organização ficará responsável pelo fornecimento de uniformes e alimentação durante o evento. Além disso, haverá serviços gratuitos de saúde, como fisioterapia, massoterapia e aferição de pressão arterial e glicose. Serviços de beleza, incluindo maquiagem, também estarão disponíveis.
As finais serão transmitidas ao vivo pelo canal da love.fútbol no YouTube, permitindo que pessoas de outras regiões acompanhem o encerramento da competição.
Para Karina Paz, gerente de Operações da love.fútbol, o projeto vai além da ideia de preparar um legado para a Copa de 2027.
“Vamos falar de legado, mas a Liga também é sobre celebrar o trabalho que essas organizações já fazem há anos usando o futebol para a equidade de gênero”, afirmou.
A realização da Liga Social Joga Pra Elas ganha um significado especial justamente às vésperas da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, que será disputada no Brasil.
Enquanto o país se prepara para receber o torneio, iniciativas voltadas à base ajudam a transformar a visibilidade do futebol feminino em oportunidades concretas para novas gerações. Nesse sentido, colocar meninas de diferentes comunidades em contato com o esporte também significa ampliar as possibilidades de permanência delas nos campos e em outros espaços de decisão.
O projeto é liderado pela love.fútbol, organização internacional que atua há duas décadas com futebol e impacto social em comunidades. A iniciativa conta com parceria do Pazear e do Instituto Geração 4, além do financiamento da Common Goal.
Cada organização contribui com uma frente específica. A love.fútbol atua na criação de espaços esportivos seguros e inclusivos; o Pazear desenvolve ações ligadas ao esporte, cultura, educação e redução da vulnerabilidade social; e o Instituto Geração 4 trabalha com educação pelo esporte e empoderamento de meninas.
A Common Goal, por sua vez, conecta recursos e organizações que utilizam o futebol como instrumento de transformação social.
Segundo Elvira González-Vallés Martínez, Head of Brand and Marketing da Common Goal, o projeto representa uma oportunidade de transformar a mobilização em torno da Copa de 2027 em um legado que comece antes mesmo do torneio.
Assim, durante quatro dias, o Santos Dumont será palco não apenas de partidas de futebol, mas de encontros entre culturas, territórios e histórias. A Liga Social Joga Pra Elas pretende mostrar que abrir espaço para meninas no esporte também significa ampliar oportunidades dentro e fora das quatro linhas.
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