Itamar Schulle no comando do ASA. Foto: Divulgação / ASA e redes sociais
Depois de viver momentos marcantes com Santa Cruz e Retrô no futebol pernambucano, o treinador catarinense agora escreveu seu nome na história do ASA. O comandante levou o clube alagoano à Série C de 2027 e ainda mantém viva a possibilidade de conquistar o título da quarta divisão.
A conquista representa mais do que uma simples classificação. É o resultado de um trabalho construído ao longo de praticamente toda a temporada, desde a chegada do treinador, em março.
Schülle foi anunciado pelo ASA em 1º de março, depois da saída de Dico Woolley. O treinador chegou justamente em uma fase decisiva do Campeonato Alagoano e teve pouco tempo para implementar suas ideias.
Mesmo assim, conduziu o Alvinegro até a decisão estadual.
O ASA acabou derrotado pelo CRB e terminou com o vice-campeonato, mas a perda do título não impediu que o trabalho ganhasse continuidade. Pelo contrário: foi na sequência da temporada que o treinador começou a construir uma campanha ainda mais expressiva.
Entre Campeonato Alagoano, Copa Alagoas, Copa do Nordeste e Série D, foram 27 partidas sob o comando de Itamar.
E o retrospecto é bastante positivo: 11 vitórias, 12 empates e apenas quatro derrotas, com aproveitamento de 55,5%.
O grande momento do trabalho, porém, aconteceu no Campeonato Brasileiro.
O ASA entrou na Série D sabendo que o principal objetivo era conquistar o acesso. Para isso, seria necessário atravessar um mata-mata pesado e chegar entre os quatro melhores.
O time de Itamar conseguiu.
Com a classificação para as semifinais, o Alvinegro garantiu automaticamente uma vaga na Série C de 2027. A equipe de Arapiraca, portanto, está de volta à terceira divisão nacional.
E o treinador tem participação direta nessa história.
A campanha também coloca o ASA diante de uma oportunidade ainda maior. O clube não está apenas comemorando o acesso: segue na disputa pelo título da Série D.
O próximo obstáculo será o Gama, em uma semifinal que vale vaga na decisão.
Para o torcedor pernambucano, o sucesso de Itamar no ASA não chega como uma surpresa completa.
O treinador começou a construir essa sequência justamente no Santa Cruz.
Em 2024, Schülle assumiu o comando da Cobra Coral e participou de uma temporada importante para a reconstrução do clube. O Tricolor conquistou o acesso para a Série D, embora não tivesse calendário nacional naquele ano.
Por causa disso, o Santa Cruz precisou encerrar suas atividades ainda em março.
Itamar, então, foi emprestado ao Retrô.
E foi na Fênix que o treinador conseguiu outro feito de peso.
Com o Retrô, o comandante foi além do acesso. A equipe pernambucana conquistou o título da Série D e a promoção para a Série C, em uma das campanhas mais importantes da história recente do clube.
Ou seja, antes de chegar ao ASA, Itamar já tinha demonstrado que conhecia o caminho para atravessar a quarta divisão nacional.
Em 2025, ele retornou ao Santa Cruz e comandou o clube no Campeonato Pernambucano. Dessa vez, porém, não permaneceu para a campanha coral na Série D.
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O gol que garantiu os três pontos saiu ainda no primeiro tempo. Eron cobrou pênalti com precisão e colocou a cobra coral na frente do placar.
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