Imagem ilustrativa do Urubu, simbolo do Flamengo e Leão do Sport Foto: Reprodução/IA
O futebol, como se sabe, adora escrever roteiros improváveis e o destino parece ter preparado um dos capítulos mais emblemáticos da rivalidade entre Sport Recife e Flamengo. No próximo dia 15 de novembro de 2025, data em que o clube carioca celebra seus 130 anos de fundação, o Flamengo pode assumir a liderança do Campeonato Brasileiro justamente em terras pernambucanas, diante do Sport, que atravessa uma das maiores crises de sua história.
A partida será disputada na Arena de Pernambuco, e não na tradicional Ilha do Retiro. Isso porque o presidente do Sport, Yure Romão, decidiu vender o mando de campo por R$ 3 milhões, em meio à delicada situação financeira do clube. A decisão gerou polêmica entre torcedores e conselheiros, que viram na negociação um “erro histórico” em um confronto que pode marcar profundamente o destino rubro-negro pernambucano.
Para aumentar o simbolismo da partida, o estádio deve receber maioria de torcedores flamenguistas, reforçando a presença maciça da Nação Rubro-Negra em todas as regiões do país.
O Sport, que ocupa a lanterna do Brasileirão desde a terceira rodada, corre sério risco de ser matematicamente rebaixado à Série B justamente neste confronto. E, por ironia do destino, o clube que pode sacramentar essa queda é o mesmo com quem o Leão travou uma das disputas mais polêmicas da história do futebol brasileiro: o título do Campeonato Brasileiro de 1987.
Caso o Flamengo vença, o clube pode realizar o que muitos torcedores já chamam de “barba, cabelo e bigode”:
Assumir a liderança do Brasileirão;
Rebaixar o rival histórico, o Sport;
E comemorar o aniversário de 130 anos com festa em solo pernambucano.
Do outro lado, o Sport tenta reencontrar forças em meio à turbulência política e esportiva. A venda do mando, as trocas de técnico e o descontentamento da torcida tornam o momento ainda mais tenso.
Assim, o duelo promete ser mais do que uma simples rodada do campeonato: será um encontro carregado de rivalidade, ironia e história, capaz de mexer com as emoções de duas das torcidas mais apaixonadas do futebol brasileiro.
A dívida trabalhista com ex-atletas representa 44,9% do total do passivo do Leão, reforçando o peso histórico dos compromissos com profissionais do futebol.
O Sport Clube do Recife enfrenta um momento decisivo em sua gestão financeira. Com a homologação da Recuperação Judicial (RJ), o clube busca reorganizar seu passivo de R$ 114,1 milhões, garantindo a suspensão temporária de execuções judiciais e evitando leilões de imóveis, incluindo a Ilha do Retiro.
Entre os 637 credores reconhecidos no processo, Rithely, ex-jogador do clube, aparece como o maior credor, com R$ 18.022.374. A dívida trabalhista com ex-atletas representa 44,9% do total do passivo do Leão, reforçando o peso histórico dos compromissos com profissionais do futebol.
*Classe I – Trabalhistas
**Classe III – Quirografários
Esses números mostram que, apesar do passivo elevado, a maior parte das dívidas está concentrada em ex-jogadores e fornecedores estratégicos.
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O único gol da semifinal foi marcado no segundo tempo pelo jogador Gustavo Maia.
As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 21h30, no Estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, pelo Brasileirão.
As equipes se enfrentam nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, às 19h30, no Maracanã, pelo Brasileirão.
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