Flamengo levanta a taça de Campeão Brasileiro de 2025. Foto: Adriann Fontes/Flamengo
O Maracanã tremeu na noite desta quarta-feira, 3 de dezembro de 2025. Mais de 73 mil torcedores rubro-negros viram o Flamengo bater o Ceará por 1 a 0 e conquistar o oitavo título do Campeonato Brasileiro. Foi o golpe final em uma disputa acirrada com o Palmeiras, que não conseguiu encostar mais.
Samuel Lino entrou para a história aos 37 minutos do primeiro tempo. O lateral recebeu de Carrascal na área e finalizou na saída do goleiro Bruno Ferreira, garantindo a vitória mínima, mas suficiente para os 78 pontos – cinco a mais que o vice-líder, com apenas uma rodada pela frente.
A torcida não cabia em si. Fogos de artifício iluminaram o céu, cânticos ecoaram até o amanhecer e o técnico Filipe Luís, ex-jogador ídolo, ergueu a taça em meio à multidão enlouquecida. Esse título veio logo após o Tetra da Libertadores, no último sábado, marcando a quarta conquista do ano para o Mengão.
O Flamengo não só venceu, mas dominou. Com 75 gols marcados e apenas 24 sofridos em 37 jogos, o time exibiu o melhor ataque e a defesa mais sólida do Brasileirão Betano 2025. A posse de bola ultrapassou 75% contra o Ceará, que nem finalizou ao gol.
Giorgian de Arrascaeta foi o grande maestro, com 18 gols e 14 assistências, artilheiro e líder em participações diretas. Pedro e Bruno Henrique também brilharam, enquanto a defesa, ancorada por Léo Pereira, segurou tudo. Esses números quebram recordes e mostram por que o Rubro-Negro é o rei do Brasil.
A superioridade técnica ficou clara no jogo. O Ceará, lutando contra o rebaixamento, tentou pressionar no segundo tempo, mas esbarrou na muralha rubro-negra. O Mengão administrou com calma, priorizando o título em vez de goleada.
A briga pelo topo foi um duelo de gigantes. Flamengo e Palmeiras trocaram a liderança várias vezes, mas os cariocas assumiram o controle nos momentos decisivos, aproveitando tropeços do rival, como a vitória por 3 a 0 do Verdão sobre o Atlético-MG, que não bastou.
Essa é a quarta taça em 2025, igualando o ano mágico de 2020 como o mais vitorioso da história rubro-negra, algo que nem a era de Zico conseguiu. Antes, o clube já havia faturado Brasileirão em 1980, 1982, 1983, 1992, 2009, 2019 e 2020. Agora, com Filipe Luís no comando, o DNA vencedor se renova.
Você consegue imaginar a pressão? Faltando três pontos em disputa, o Flamengo precisava apenas vencer para coroar a campanha. E fez isso com maestria, mesmo sem uma atuação brilhante, prova de maturidade de um elenco milionário e talentoso.
No primeiro tempo, o domínio foi rubro-negro desde o apito inicial. Chances raras, mas pressão constante. Aos 36 minutos, veio o mágico: Carrascal achou Lino na infiltração, e o gol explodiu o estádio. O Vozão, zerado em chutes a gol, sentiu o peso do momento.
Após o intervalo, o Ceará avançou, mas parou em Rossi e na solidez coletiva. O Flamengo, mais letal, administrou e celebrou. Arbitragem de Rodrigo José Pereira de Lima foi tranquila, sem polêmicas.
Essa vitória mínima reflete o "DNA do Flamengo", como dizem os analistas: amassar adversários com posse, mas saber sofrer quando preciso. Foi assim que o título veio, em uma noite para eternizar.
Enquanto o topo festejava, o Z-4 pegava fogo. Fortaleza venceu o Corinthians por 2 a 1 e saiu da zona; Red Bull Bragantino massacrou o Vitória (4 a 0); Santos, com show de Neymar apesar da lesão, bateu o Juventude (3 a 0); São Paulo goleou o Inter (3 a 0). Ceará, Bahia 2 a 0 Sport, e Cruzeiro x Botafogo nesta quinta completam a rodada.
O Alvinegro cearense agora joga tudo na última rodada, domingo (7), contra rivais diretos. A tabela final define os rebaixados, mas o foco rubro-negro vira o mundo.
Com o Brasileirão no bolso, o Flamengo mira a Copa Intercontinental, dia 10 no Catar, contra o Cruz Azul. O último jogo nacional, contra o Mirassol, pode ser antecipado para sábado (6), dando fôlego extra. Será que vem mais um título global?
Essa sequência de conquistas reforça o Mengão como potência continental. Sob Filipe Luís, o time equilibrou ataque letal e defesa de ferro, driblando crises e lesões. A Nação sonha com um 2026 ainda maior.
O oitavo Brasileirão consolida o Flamengo como o clube do momento. Com números estratosféricos e uma torcida que lota arenas, o Rubro-Negro prova: no futebol brasileiro, o Mengão manda. A festa continua, e o futuro promete mais glórias.
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