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Ex-presidente da Jovem afirma que foi inocentado do caso que apura o ataque ao ônibus do Fortaleza

Apesar do comentário, o envolvido ainda não foi absolvido definitivamente, já que o processo segue tramitando.

Everthon Santos

22 de julho de 2026 às 11:30   - Atualizado às 13:48

Major Renatinho, ex presidente da Jovem.

Major Renatinho, ex presidente da Jovem. Foto: Reprodução

O ex-presidente da Torcida Jovem do Sport, Carlos Renato da Silva, conhecido como Renatinho Major, afirmou que foi inocentado no processo que apura o ataque ao ônibus da delegação do Fortaleza, ocorrido em fevereiro de 2024. A declaração aconteceu durante entrevista concedida na terça-feira, 21 de julho, ao influenciador Ney Silva. No entanto, a defesa dos demais acusados esclareceu que a ação penal continua em andamento e que ainda não existe decisão definitiva sobre o caso.

Em contato com o jornalista Everthon Santos, do Portal de Prefeitura, o advogado Ivison Tavares explicou a atual situação do processo. O defensor informou que atuou anteriormente na defesa de Renatinho Major, mas não representa mais o ex-presidente da organizada. Atualmente, ele segue responsável pela defesa dos outros acusados envolvidos na ação judicial.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Entenda o processo

Ivison Tavares defende o processo de Jefferson Moura dos Santos, conhecido como Gel, que ocupava o cargo de vice-presidente da Torcida Jovem na época dos fatos, além de Thyago Mendes Barbosa, Walter Mariano da Silva Neto, Israel Filipe Velez Alves de Amorim e Pedro Henrique Duque de Lima.

O advogado esclareceu que a informação sobre uma suposta inocência dos acusados não corresponde ao atual estágio do processo. De acordo com ele, os réus ainda aguardam o julgamento da ação penal. A principal mudança ocorreu em relação às acusações atribuídas a Renatinho Major e Gel.

Conforme explicou o defensor, ambos deixaram de responder pela acusação de tentativa de homicídio. Mesmo assim, isso não significa que tenham sido absolvidos ou inocentados definitivamente, já que o processo segue tramitando na Justiça.

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A defesa apresentou argumentos para contestar a acusação. Ivison Tavares sustenta que não existiu uma organização prévia para atacar a delegação do Fortaleza. Ainda conforme a versão apresentada pela defesa, um dos ônibus da delegação cearense teria apresentado problemas mecânicos durante o deslocamento após a partida. Nesse contexto, torcedores organizados que passavam pelo local teriam acreditado que poderiam ser alvo de uma agressão e decidiram agir antes, sem que houvesse planejamento anterior.

O advogado também apresentou justificativas específicas relacionadas aos dois dirigentes da organizada que ocupavam cargos de liderança naquele período. Em relação a Renatinho Major, a defesa sustentou que ele estava em um hospital acompanhando a esposa no momento em que ocorreram os fatos investigados.

Já sobre Jefferson Moura dos Santos, o Gel, o advogado afirmou que ele estava reunido com amigos que vieram de Fortaleza para acompanhar a partida entre Sport e Fortaleza.

Vale destacar que a Torcida Jovem mantém uma relação de aliança com a Jovem Garra Tricolor (JGT), uma das torcidas organizadas do Fortaleza. Ao mesmo tempo, existe rivalidade entre a organizada do Sport e a Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), outra torcida organizada do clube cearense. Essa circunstância também integra a linha de argumentação apresentada pela defesa.

Relembre o caso

O ataque ao ônibus da delegação do Fortaleza aconteceu na madrugada de 22 de fevereiro de 2024, logo após a partida entre Sport e Fortaleza, disputada na Arena de Pernambuco. Segundo o registro do Boletim de Ocorrência, confeccionado pelo clube cearense às 2h21, o veículo foi atacado aproximadamente oito quilômetros depois de deixar o estádio.

Na ocasião, integrantes da delegação relataram uma emboscada contra o ônibus. O ataque provocou ferimentos em seis jogadores do Fortaleza. De acordo com relatos apresentados durante as investigações, entre 80 e 100 pessoas participaram da ação utilizando pedras e artefatos explosivos. O CEO do Fortaleza, Marcelo Paz, afirmou na época que os envolvidos vestiam roupas amarelas, cor associada à principal torcida organizada do Sport.

Os atletas feridos receberam atendimento médico no Recife. Entre os casos de maior gravidade estavam o goleiro João Ricardo, que sofreu um corte na cabeça e precisou levar seis pontos, e o lateral-esquerdo Escobar, que apresentou trauma cranioencefálico. Posteriormente, todos os jogadores se recuperaram fisicamente.

Enquanto o processo segue em tramitação, a defesa sustenta que não houve planejamento para o ataque e afirma que as acusações ainda serão analisadas pela Justiça. Ao mesmo tempo, a investigação permanece em andamento em relação aos réus que respondem à ação penal decorrente dos fatos registrados após a partida entre Sport e Fortaleza.

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