Terceiro colocado na Fórmula 2, piloto de 21 anos reconheceu erros durante a temporada e descreveu as diferenças sentidas ao dirigir um carro da equipe italiana.
18 de agosto de 2026 às 15:15 - Atualizado às 15:29
Pernambucano Rafael Câmara brilha na F2. Foto: Divulgação/RF1/José Mário Dias
O pernambucano Rafael Câmara aproveitou a pausa no calendário da Fórmula 2 para avaliar sua temporada de estreia na categoria. Terceiro colocado no campeonato, o piloto de 21 anos reconheceu erros, destacou a evolução com a Invicta Racing e comentou a experiência de conduzir carros da Ferrari.
As declarações foram dadas nesta terça-feira, 18 de agosto, durante uma entrevista ao podcast Na Ponta dos Dedos, do GE. Integrante da Academia de Pilotos da Ferrari, Câmara é apontado como um dos jovens brasileiros com possibilidade de chegar à Fórmula 1 nos próximos anos.
O piloto considerou positivo o desempenho apresentado na primeira parte da temporada. Segundo ele, a velocidade esteve presente desde as etapas iniciais, mas algumas decisões poderiam ter sido melhores.
Mesmo como estreante, Câmara chegou à pausa ocupando a terceira posição na classificação. O búlgaro Nikola Tsolov lidera a disputa, seguido pelo italiano Gabriele Minì.
Entre os momentos analisados pelo brasileiro está a corrida principal de Mônaco. Câmara conquistou a pole position e liderava a prova antes de realizar sua parada nos boxes.
Na volta à pista, com os pneus ainda frios, ele foi pressionado por Tsolov. O pernambucano perdeu o controle do carro e abandonou a disputa, enquanto o rival aproveitou a oportunidade para vencer.
Câmara assumiu a responsabilidade pelo erro, mas explicou que a volta de saída dos boxes apresentou condições piores do que ele e a equipe esperavam. A cautela adotada naquele momento permitiu a aproximação do adversário e acabou custando pontos importantes.
O piloto afirmou que o episódio serviu como aprendizado. O maior entrosamento com os profissionais da Invicta e a experiência acumulada a cada etapa, segundo ele, fortalecem a preparação para a sequência do campeonato.
Como integrante do programa de formação da equipe italiana, Câmara teve oportunidades de testar carros de Fórmula 1. Uma das experiências envolveu o SF-25, utilizado pela Ferrari na temporada de 2025.
O brasileiro afirmou que a quantidade de pressão aerodinâmica e o desempenho do monoposto criam uma diferença enorme em relação ao equipamento da Fórmula 2. Para ele, o salto entre as categorias parece “quase outro esporte”.
Câmara também descreveu a experiência como prazerosa e importante para compreender o funcionamento de um carro da principal categoria do automobilismo. A adaptação, no entanto, exige tempo para que o piloto entenda os limites e o comportamento da máquina.
Os testes também proporcionaram aprendizados que podem ser aproveitados na Fórmula 2, inclusive em atividades realizadas fora do carro.
Com títulos na Fórmula Regional Europeia em 2024 e na Fórmula 3 em 2025, o pernambucano tenta manter a ascensão no automobilismo internacional. A disputa pelo campeonato da F2 representa agora a etapa mais importante de sua caminhada em direção a uma possível vaga na Fórmula 1.
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