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Boxeadora que sofreu transfobia desafia Trump para luta; a atleta foi ouro nas Olimpíadas de Paris

O presidente americano assinou uma ordem proibindo mulheres trans de competirem em categorias femininas e, durante a cerimônia, chamou a atleta de "boxeador masculino".

Cami Cardoso

19 de março de 2025 às 13:00   - Atualizado às 13:43

Boxeadora que sofreu transfobia desafia Trump para luta; a atleta foi ouro nas Olimpíadas de Paris

Boxeadora que sofreu transfobia desafia Trump para luta; a atleta foi ouro nas Olimpíadas de Paris Foto: Reprodução/@imane_khelif_10

A boxeadora argelina Imane Khelif, medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, voltou a sofrer ataques transfóbicos após falas do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em resposta, a atleta desafiou o líder estadunidense para uma luta.

Recentemente, Trump assinou uma ordem executiva que proíbe mulheres transgêneros de disputarem categorias femininas no país, e durante a cerimônia de assinatura, o presidente estadunidense se referiu a Imane como "boxeador masculino". A atleta chegou a rebater a fala, desmentindo a informação que era atleta trans, e que não se intimidaria. 

“Vou lhe dar uma resposta direta, não sou transgênero. Isso não me preocupa e não me intimida”, declarou a argelina.

A próxima edição dos Jogos Olímpicos acontecerá em Los Angeles, nos Estados Unidos, e apesar dos atritos envolvendo Imane Khelif e Donald Trump, a boxeadora espera conquistar o segundo ouro olímpico.  

“Segunda medalha de ouro, é claro. Na América, Los Angeles… Eu (vou) defender com tudo esta medalha de ouro”, completou a boxeadora.

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A boxeadora Imane Khelif, da Argélia, se tornou alvo de ataques online e fake news durante a Olimpíada de Paris-2024. A medalhista de ouro na categoria até 66kg foi atacada numa campanha de desinformação que questionava seu gênero.

Antes mesmo do fim dos Jogos Olímpicos, Khelif fez uma queixa formal na Justiça francesa na sexta-feira passada. O advogado da boxeadora, Nabil Boudi, alegou que a atleta foi alvo de um "grave assédio cibernético". Em comunicado, ele descreveu o caso como uma "campanha misógina, racista e sexista" contra a atleta da Argélia.

O Ministério Público Francês decidiu, então, abrir uma investigação para apurar o caso. Os promotores informaram que receberam a denúncia e que o Gabinete de Combate aos Crimes contra a Humanidade e Crimes de Ódio abriu uma investigação sob acusações de "assédio cibernético com base no gênero, insultos públicos com base no gênero, incitação pública à discriminação e insultos públicos com base na origem".

Khelif se tornou alvo de ataques online após sua primeira luta em Paris-2024. O confronto terminou antes do esperado porque a adversária, a italiana Angela Carini, desistiu ainda nos primeiros segundos após sofrer um golpe no rosto. Mais tarde ela veio a explicar que tinha uma lesão no nariz e que o primeiro soco aumentou as dores, inviabilizando a sequência da luta.

Antes da queixa formal de Khelif na Justiça, Kirsty Burrows, autoridade responsável pela unidade de proteção e saúde mental do COI, já havia apresentado uma reclamação às autoridades francesas dizendo que recebeu ameaças de morte e assédio online após uma entrevista coletiva em Paris na qual ela falou em defesa de Khelif.
 

A rápida desistência abriu porta para falsas alegações de que Khelif era transgênero. A fake news teve como combustível um teste de gênero que a argelina e uma outra boxeadora fizeram no Mundial de Boxe de 2023. Na ocasião, elas foram reprovadas pela Associação Internacional de Boxe (IBA, na sigla em inglês). A entidade está envolvida em diversas polêmicas e já havia sido descredenciada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que rejeitou a credibilidade dos testes.

Com base no teste aplicado pela IBA, Imane Khelif e uma outra boxeadora, sul-coreana, foram alvo de diversos ataques nas redes sociais. Entre aqueles que fizeram posts com desinformação estão o ex-presidente americano Donald Trump, o empresário Elon Musk e a escritora J. K. Rowling.

A queixa legal de Khelif foi apresentada contra plataformas de mídia social, incluindo a rede social "X" (antigo Twitter), cujo dono é Musk. A denúncia não citou nomes ou apontou um responsável específico pelas postagens, algo comum na lei francesa que deixa a cargo dos investigadores determinar qual pessoa ou organização pode ter sido a culpada. O gabinete do promotor de Paris também não nomeou suspeitos específicos.

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