Antoine Griezmann ultrapassa Neymar na lista de artiheiros da Champions League. Fotos: Divulgação / Atlético de Madrid e PSG
Na terça-feira, 10 de março, Atlético de Madrid e Tottenham se enfrentaram pela partida de ida das oitavas de finais da UEFA Champions League, no Ryiadh Air Metropolitano, onde os espanhóis venceram por 5 a 2, com direito a uma atuação de gala de Antoine Griezmann, que marcou um gol e deu uma assistência. De quebra, o francês ultrapassou Neymar na lista de maiores artilheiros da competição.
O camisa 7 dos Colchoneros, que é o maior artilheiro da história da equipe, fez mais um grande jogo com a camisa do time da capital espanhola. Contra os ingleses, o meia-atacante marcou o seu 44º gol na maior competição da história, assim, ultrapassou Neymar, que fez 43 tentos durante suas partidas pelo Barcelona e PSG.
Antoine Griezmann é o grande jogador de toda a vida do Atlético de Madrid, ultrapassando Fernando Torres, Luís Aragonés e outros nomes, como David Villa, Koke e Gabi. O francês, que já viveu suas idas e vindas com os Colchoneros, agora, está em reta final da sua passagem pelo time espanhol, onde, muito provavelmente ao término da temporada, vai para a Liga de futebol norte-americana, no Orlando City.
Antoine Griezmann é a cara do Atlético de Madrid. O camisa 7 dos Colchoneros deixa tudo em campo, além de ter um significado grande nas arquibancadas do Ryiadh Air Metropolitano. O francês, no entanto, teve um momento de turbulência em sua relação com os torcedores, isso, em 2019, quando deixou o Atleti para vestir as cores do Barcelona, em uma transferência com valor de 120 milhões de euros. Agora, de volta à casa, Griez diz que foi para o rival, pois queria "sentar à mesma mesa de Messi e Cristiano".
Em entrevista, o atacante do Atlético de Madrid revelou que sua saída foi motivada por querer dar um passo a mais na carreira. Por sentir que era necessidade de algo maior, de "sentar à mesma mesa de Messi e Cristiano", porém, rapidamente viu que o que foi feito era um erro e que sua casa era ao lado dos Colchoneros.
"Eu simplesmente senti que precisava sair para aprender coisas novas; eu queria me sentar à mesma mesa que Messi e Cristiano", disse Griezmann.
De quebra, Antoine revelou que sua saída do Atleti nunca foi por questão financeira, mas por algo a mais na carreira. "Eu ganhava mais no Atlético do que no Barça. As pessoas acham que saí por dinheiro, mas não foi o caso". Pelo Barcelona, o jogador viveu altos e baixos, chegando a figurar no banco e ser alvo de duras críticas da torcida Culé.
Foram 104 jogos pelo Barça, com 35 gols e 17 assistências. Após isso, em 2021, menos de dois anos após sua saída, o camisa 7 foi anunciado como novo jogador do Atleti. Um retorno que, para a torcida, atleta e jogadores, foi bastante difícil, pois haviam muitas cicatrizes a serem curadas.
Assim que chegou ao Atlético de Madrid, as redes sociais do clube ficaram lotadas de comentários negativos, a maioria delas chamando o francês de "rato", além da relação destruída, Griezmann não usava mais a camisa sete, e sim a oito. Após difícil meses de várias vaias dentro de campo, o clima começou a melhorar na derrota para o Liverpool, por 3 a 2, no Metropolitano, onde o atleta viveu o ápice.
Naquela partida, Griezmann viu o Atleti levar dois a zero, porém, rapidamente, marcou dois gols e empatou o jogo. Na comemoração, beijou o escudo e foi para a torcida. Porém, poucos minutos depois, o francês foi expulso, ainda no primeiro tempo. O jogador saiu cabisbaixo, mas ouviu, pela primeira vez desde o seu retorno, a torcida gritar seu nome.
E foi justamente esse amor, que o trouxe de volta: "O primeiro ano foi muito difícil para mim, e foi então que percebi que não deveria ter saído.Quando voltei, os torcedores estavam furiosos comigo, e ainda me lembro de como me vaiaram no Metropolitano. Mas eu apenas pensei: ‘Droga, você os machucou, então é melhor ficar quieto e trabalhar duro’. Com o tempo, percebi que eu só era amado no Atlético. No Barcelona, nunca tive esse carinho e amor.”
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As equipes se enfrentam nesta quarta-feira, 11 de março, às 17h, no Parc des Princes, na França.
A decisão foi comunicada pelo ministro do Esporte, Ahmad Donyamali, à televisão estatal e repercutida pela agência Reuters.
Atletas abandonaram concentração durante Copa da Ásia Feminina e solicitaram proteção ao governo australiano após alegarem risco de perseguição em retorno ao país.
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