Manuela Dias e Wagner Moura. Foto: Reprodução
Manuela Dias, autora do remake de Vale Tudo, viveu um romance com Wagner Moura nos tempos de faculdade. Eles foram colegas de classe na Universidade Federal da Bahia, em Salvador, onde cursaram comunicação social. A escritora contou à GQ que se encantou por Moura à primeira vista.
"Wag é um desses amores que levamos para sempre, transmutado. Lembro até hoje da primeira vez que o vi: ele usava uma calça de alfaiataria feita por sua mãe, Piu Piu, e sapatos de camurça de amarrar. Existia algo em seu olhar que me capturou para sempre", disse Manuela.
Ela continuou: "Quando o vi em cena pela primeira vez, em uma peça dirigida por Zé Possi Neto, tive certeza de que um foguete estava decolando, um vulcão entrara em erupção. Assim foi: o galã de olhos tristes vê horizontes cada vez mais longínquos. Ele é ator, pensador, escritor, ativista... Um artista que amplia todos os conceitos".
Na mesma época, Moura conheceu a esposa, Sandra Delgado, com quem o relacionamento começou só depois da formatura. Juntos desde 2001, são pais de Bem, 19, Salvador, 15, e José, 13.
Estadão Conteúdo
Durante a divulgação do espetáculo "O Julgamento – Depois do Inimigo do Povo", o ator baiano Wagner Moura fez críticas contundentes à condução da política cultural na Bahia. Segundo ele, a atual gestão do setor, comandada pelo secretário Bruno Monteiro, e as administrações estaduais do PT, têm falhado na missão de valorizar o teatro profissional, deixando artistas locais à margem da sobrevivência artística.
“O teatro, em qualquer lugar, depende de incentivos públicos. E eu acho que isso não está acontecendo, e lamento que não esteja acontecendo nos últimos governos do PT na Bahia”, disse o ator, que iniciou sua carreira nos palcos baianos e hoje coleciona produções de sucesso no Brasil e no exterior.
A fala, feita com visível desconforto, incluiu um momento inesperado: Wagner Moura relembrou com certa nostalgia os anos 1990, quando o setor teve mais apoio sob a gestão do ex-governador Antônio Carlos Magalhães (ACM), um nome historicamente oposto ao espectro político do artista.
“Esse período de alta aconteceu durante o governo de ACM. E me dá uma angústia muito grande dizer isso, mas é verdade. (...) Governos de esquerda deveriam, por natureza, incentivar muito mais.”
A crítica chama atenção por partir de um artista historicamente associado a causas progressistas, defensor de pautas sociais e de governos de esquerda. No entanto, para Moura, o compromisso com a cultura profissional deve estar acima da disputa ideológica.
“Eu me formei e existo como artista porque, na minha época de formação, vivi uma ebulição do teatro, em que pude ver essas pessoas trabalhando no seu potencial mais alto.”
O ator, visivelmente emocionado ao lembrar da cena cultural efervescente que o revelou, também demonstrou preocupação com a autoestima dos artistas locais, especialmente os que não conseguem viver da própria arte. “É f ver um ator incrível e perceber que ele não consegue viver disso* e precisa ter um emprego em outra área. Isso me dói.”
Segundo ele, o problema não é apenas baiano, mas nacional. A falta de investimentos na cultura profissional, especialmente no teatro, compromete o desenvolvimento artístico do país. Embora reconheça avanços na valorização de manifestações culturais do interior da Bahia, Moura considera que isso não pode ocorrer em detrimento do teatro profissional.
“A sequência do PT não tem feito o que deveria fazer. Sei que o cobertor é curto (...), mas o teatro profissional, eu sinto que está abandonado e precisa de mais atenção.”
A fala de Wagner Moura escancara um debate que muitos evitam: a responsabilidade dos governos progressistas em garantir políticas públicas de cultura robustas, plurais e inclusivas, que atendam tanto as manifestações populares quanto as artes profissionais urbanas.
No país onde a cultura ainda luta contra o desmonte e o descaso institucional, a cobrança feita por um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira não deve ser ignorada.
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. A dinâmica contou com patrocínio da Betano e trouxe rodadas com consequências que mudaram o ritmo da competição.
Cada cidade construiu uma identidade própria, atraindo turistas e foliões com estilos diferentes, tornando a comparação um debate apaixonado e culturalmente rico.
O show acontece no Classic Hall, que é a maior casa de show da América Latina.
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