Curso de HIP-HOP. Foto: Reprodução/UFPR
A Universidade Federal do Paraná (UFPR) iniciou, em 21 de fevereiro, o segundo módulo do curso de extensão “Hip Hop em Extensão: formando pessoas, multiplicando a cultura”, considerado o primeiro do Brasil voltado especificamente à formação de oficineiros e oficineiras da cultura Hip Hop no ambiente universitário.
Criado em novembro de 2025, o curso reúne atualmente 79 estudantes, dos quais 30 recebem bolsa permanência condicionada à frequência nas aulas. Ao final dos encontros, os participantes recebem certificação oficial da UFPR.
O projeto é resultado da articulação do GT Paraná da Construção Nacional do Hip Hop em parceria com a instituição de ensino, que executa a formação como atividade de extensão universitária.
A proposta pedagógica prevê dez encontros presenciais divididos em três etapas. A primeira aborda a história e a filosofia do Hip Hop, contextualizando sua origem como movimento cultural e político nas periferias urbanas.
A segunda etapa aprofunda o estudo dos quatro elementos clássicos — MC, DJ, Breaking e Graffiti —, explorando fundamentos técnicos e trajetórias históricas. O módulo iniciado neste mês concentra seis encontros dedicados a esses elementos.
A fase final será voltada à produção cultural e à elaboração de projetos, com foco na capacitação dos participantes para atuar em escolas, centros culturais e comunidades.
A intenção é formar multiplicadores capazes de desenvolver oficinas e iniciativas próprias, fortalecendo redes locais e ampliando o alcance social do movimento.
O curso surge em um contexto mais amplo de valorização institucional do Hip Hop no Brasil. As articulações começaram durante as mobilizações pelos 50 anos do movimento, celebrados em 2023, quando foram criados grupos de trabalho estaduais ligados à Construção Nacional do Hip Hop.
No Paraná, o GT promoveu rodas de conversa, encontros com universidades públicas e ações culturais que culminaram na criação da formação universitária.
A coordenação é realizada por integrantes do próprio movimento. Para o DJ BK12, membro do GT Paraná e um dos responsáveis pelo curso, a certificação universitária amplia as possibilidades de atuação profissional dos participantes e fortalece o reconhecimento do Hip Hop como ferramenta educativa.
A iniciativa consolida a presença do Hip Hop na universidade como prática cultural, política e pedagógica, aproximando saberes acadêmicos e experiências das periferias.
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