Comunicado da agremiação movimentou comentários e especulações sobre um dos principais símbolos da folia de Olinda.
13 de outubro de 2026 às 17:01 - Atualizado às 17:05
Calunga o Homem da Meia-Noite Foto: Divulgação
Uma publicação nas redes oficiais do Homem da Meia-Noite despertou a curiosidade dos foliões nesta terça-feira, 13 de outubro. A agremiação anunciou o “desaparecimento” do calunga, um dos símbolos mais conhecidos do Carnaval de Olinda, sem esclarecer o motivo da ausência.
O comunicado chamou atenção por apresentar uma saída fora do período habitual da folia. Segundo a postagem relatada pelo Diario de Pernambuco, o gigante teria deixado para trás a chave que simbolicamente participa da abertura do Carnaval na cidade.
Nos comentários, internautas tentaram descobrir para onde o Homem da Meia-Noite teria ido e o que estaria por trás do anúncio. A mensagem alimentou especulações, mas a reportagem consultada não apresentou uma explicação dos responsáveis pelo bloco.
Também não há, no material, confirmação de furto ou de outra ocorrência policial. O que foi divulgado é o comunicado da própria agremiação sobre o “sumiço”, cujo significado ainda não foi esclarecido publicamente.
Criado em 2 de fevereiro de 1932 por trabalhadores dos bairros de Guadalupe e Bonsucesso, o Homem da Meia-Noite está ligado à história das ruas e das comunidades de Olinda.
Sua saída tradicional acontece na passagem do sábado para o domingo de Carnaval. A chave gigante integra a relação simbólica com a Troça Cariri Olindense, que abre sua programação na madrugada.
O calunga também tem vínculos com a religiosidade afro-brasileira e com a identidade cultural dos foliões. Essa relação aparece no projeto do documentário “O Homem do Fraque Verde”, registrado na Agência Nacional do Cinema (Ancine), que aborda a trajetória da agremiação e os significados atribuídos ao gigante.
Em 2026, o Homem da Meia-Noite completou 94 anos. A programação anunciada para celebrar a data incluiu um cortejo com dez nações de maracatu pelas ruas da Cidade Alta.
A festa teve como referências a ancestralidade africana e a relação do calunga com as manifestações populares. O tema do Carnaval deste ano, “Tambores Silenciosos”, também destacou essas conexões.
A preparação envolveu uma nova roupa criada pela estilista Haia Marak. O traje, tradicionalmente cercado de expectativa, foi pensado para dialogar com o tema do desfile e com a história do personagem.
Agora, a publicação sobre sua ausência volta a colocar o gigante no centro das conversas dos foliões, meses antes do próximo Carnaval.
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