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"Ser afeminado não é problema", reage Gil do Vigor após ser citado por influenciador cristão; assista

Pernambucano respondeu a um vídeo sobre a criação de meninos e defendeu que pais priorizem valores, educação e respeito às diferenças.

14 de agosto de 2026 às 20:05   - Atualizado às 22:32

Gil do Vigor.

Gil do Vigor. Foto: Reprodução/Redes sociais

O pernambucano Gil do Vigor utilizou as redes sociais nesta sexta-feira, 14 de agosto, para rebater uma declaração feita por um influenciador cristão sobre a criação de meninos. No conteúdo criticado, o economista foi citado como uma possível influência para que uma criança se tornasse afeminada.

Segundo Gil, o homem orientou os pais a saírem sozinhos com os filhos, sem a presença das mães. A justificativa seria evitar que os meninos permanecessem em casa assistindo a personalidades como o ex-participante do Big Brother Brasil.

“Ser afeminado não é um problema. Agora, ser violento, desrespeitoso, preconceituoso e tantas outras coisas, sim, é um problema muito grave”, declarou Gil.

O pernambucano afirmou que sua trajetória deveria ser considerada antes de seu comportamento ser tratado como algo negativo. Ele lembrou que nasceu em uma família pobre, foi criado por uma mãe que trabalhava como merendeira e precisou estudar para conquistar espaço profissional.

Gil destaca trajetória acadêmica

Ao responder à declaração, Gil mencionou seu doutorado em Economia e disse que utiliza a visibilidade conquistada para abordar assuntos como educação financeira, economia e geopolítica. Ele também ressaltou que conciliou a fama com os estudos e abriu mão de compromissos para manter sua formação acadêmica.

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“Que bom que seu filho veja Gil do Vigor, porque Gil do Vigor tem um doutorado em Economia. Eu estudei muito para alcançar isso”, afirmou.

Para o influenciador, a educação continua sendo o caminho mais seguro para o desenvolvimento da sociedade. Por isso, ele considera inadequado apresentar seu jeito de falar e de se expressar como uma ameaça à formação de crianças e adolescentes.

Influenciador relembra sofrimento

Gil também relatou que sofreu durante parte da vida por ser considerado um homem afeminado. Segundo ele, o preconceito não partiu somente de pessoas de fora, mas também esteve presente dentro da própria comunidade LGBTQIA+.

Com o passar do tempo, o economista afirmou ter compreendido que seu valor não está na maneira como movimenta o corpo, fala ou demonstra suas emoções. Para ele, o que deve ser observado é a contribuição oferecida à sociedade.

“Acho que você tem que parar de se preocupar se seu filho vai ser afeminado ou não e se preocupar em ensinar valores e princípios que são importantes para ele”, disse.

Gil defendeu ainda que os pais participem ativamente da criação dos filhos, mas com o objetivo de educar, ensinar respeito e transmitir bons exemplos. Ele também demonstrou preocupação com a quantidade de curtidas e comentários favoráveis recebidos por publicações que associam comportamentos afeminados a algo negativo.

Ao concluir o posicionamento, o pernambucano disse esperar que a sociedade avance no respeito às diferenças.

“Espero muito que um dia a gente consiga ter uma sociedade que respeite todo mundo, independentemente de como as pessoas se comportam”, finalizou.

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