Exposições, encontros e debates conectam produção artística, ancestralidade e território em atividades presenciais e virtuais.
14 de outubro de 2026 às 19:04 - Atualizado às 19:35
Serão 125 artistas nacionais e internacionais reunidos na Bienal Black Brazil Art. Foto: Carla dos Santos/Reprodução
A produção artística negra brasileira e suas conexões internacionais estarão no centro da 4ª Bienal Black Brazil Art, que terá o Recife como sede. Com programação gratuita entre outubro de 2026 e março de 2027, a edição reúne 125 nomes selecionados e combina exposições presenciais com encontros virtuais.
Sob o tema “As Cinco Peles: corpo, território, mundo”, a bienal propõe reflexões sobre memória, ancestralidade, identidade e pertencimento. As atividades presenciais terão como espaços expositivos o Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam) e o Centro Cultural Cais do Sertão.
No Mamam, a abertura está marcada para 7 de novembro, às 14h. A exposição seguirá até 31 de janeiro de 2027, com visitação de quarta a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados e domingos, das 10h às 16h.
O segundo eixo expositivo será aberto no Cais do Sertão em 7 de dezembro, às 18h, permanecendo em cartaz até 7 de março de 2027. O espaço fica na Avenida Alfredo Lisboa, no Bairro do Recife.
A seleção reúne linguagens como performance, videoarte, instalação, fotografia, escultura, pintura e arte têxtil. Pernambuco está representado por 11 artistas. Também participam criadores de outras regiões brasileiras e de países como Canadá, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Alemanha, Portugal e Porto Rico.
A proposta curatorial parte da teoria das Cinco Peles, do artista e arquiteto Friedensreich Hundertwasser. Nessa leitura, a experiência humana é compreendida a partir de cinco camadas: a pele, o vestuário, a casa, a identidade social e o planeta.
Na bienal, esse conceito será reinterpretado a partir de perspectivas afrodiaspóricas e indígenas, em diálogo com o pensamento de Nêgo Bispo. O percurso busca relacionar as experiências individuais às comunidades e aos territórios.
A escolha do Recife considera a presença histórica dos maracatus, dos movimentos negros e da produção cultural afrodiaspórica. A edição também estabelece conexões com instituições, pesquisadores e estudantes pernambucanos.
Antes das aberturas presenciais, o ciclo “Artistas (em) Conversação” promove encontros entre artistas, pesquisadores, curadores e agentes culturais. A agenda segue até 30 de novembro.
As mesas acontecem ao vivo pelo Zoom e são disponibilizadas posteriormente no canal da Black Brazil Art no YouTube. Os debates abordam questões ligadas a corpo, memória, ancestralidade, território e sociedade.
Criada em Porto Alegre em 2019, a Bienal Black Brazil Art adotou a circulação por diferentes cidades como parte de sua trajetória. A edição anterior ocorreu no Rio de Janeiro, em 2024.
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Acervo digital reúne esculturas, murais e monumentos de diferentes regiões e permite que o público indique novos trabalhos.
Programação inclui representantes de diferentes polos de produção artesanal pernambucana, gastronomia e música durante dois dias.
A medida estabelece diretrizes para fortalecer o setor por meio de ações voltadas à produção nacional, inovação tecnológica, qualificação profissional, internacionalização e proteção da propriedade intelectual.
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