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Pernambucano João Gomes rejeita título de 'novo Luiz Gonzaga': "Tem que comer muito feijão"

Para João, a trajetória de Gonzagão é única e insubstituível, e sua missão é apenas seguir o próprio caminho, mantendo viva a obra do artista.

25 de junho de 2026 às 18:30   - Atualizado às 19:01

João Gomes.

João Gomes. Foto: Reprodução/Redes sociais

Durante apresentação realizada na noite da terça-feira, 23 de junho, em Cruz das Almas, na Bahia, João Gomes comentou as frequentes comparações com Luiz Gonzaga. Questionado sobre o assunto, o cantor pernambucano fez questão de adotar um discurso de humildade e afirmou que não pretende ocupar o lugar do maior ícone da música nordestina.

Para João, a trajetória de Gonzagão é única e insubstituível, e sua missão é apenas seguir o próprio caminho, mantendo viva a obra do artista.

"Eu acho que eu tenho que comer muito feijão pra chegar lá. Eu nao quero uma coisa dessas, eu quero ser eu mesmo. Cresci em outra geração. Por exemplo, o craque da Seleção era outro no tempo de Gonzagão. Gonzagao é nossa maior referencia, nosso maior idolo e nunca ninguem vai chegar nesse posto, mas é uma honra cantar todas as canções dele. Só deixar a memoria dele viva pra mim ja está muito bom".

João Gomes.

Ao longo da conversa, o cantor também refletiu sobre o significado do sucesso e afirmou que, para ele, a verdadeira conquista vai além da fama e do reconhecimento artístico.

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"Acho que o maior sucesso é quando a gente consegue nossas coisas e mesmo assim consegue falar com Deus de noite em paz, quando não se tem uma barra tão grande pra segurar. Eu só tento manter minha vida parecida porque quando esse momento [de sucesso] passar, a gente continue levando a vida da melhor forma".

Questionado sobre a responsabilidade de representar a música nordestina, João Gomes destacou a riqueza cultural da região e lembrou a influência que Recife teve em sua formação artística após deixar Petrolina.

Segundo ele, viver na capital pernambucana ampliou sua visão sobre a diversidade cultural do Nordeste e o aproximou de movimentos históricos da música brasileira.

"A raiz nordestina é muito criativa. Todo artista tem sua particularidade. Eu quando me mudei pra recife acabei conhecendo uma cidade muito mais rica culturalmente do que eu imaginava, de movimentos como o manguebeat, o proprio frevo. Como eu era de petrolina eu conhecia mais as coisas daqui da bahia, então cada lugar tem sua particularidade e o nordeste é muito gigante".

As declarações aconteceram em meio à intensa agenda de apresentações juninas do cantor, que segue percorrendo diversas cidades do Nordeste interpretando sucessos da carreira e clássicos do repertório de Luiz Gonzaga, artista que considera sua maior inspiração musical.

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