A direção assinada por Célio Pontes e Eron Villar aposta em uma encenação ágil, com ritmo dinâmico e uso de humor característico da obra.
24 de abril de 2026 às 18:09 - Atualizado às 18:14
Espetáculo "Auto da Compadecida - Uma Farsa Modernesca". Foto: Divulgação
Após uma temporada bem recebida pelo público, o espetáculo "Auto da Compadecida — Uma Farsa Modernesca" volta ao Recife para novas apresentações no Teatro Apolo, no sábado, 25 de abril, e domingo, 26.
Baseada na obra de Ariano Suassuna, a montagem traz uma releitura contemporânea do clássico, mas com a proposta de manter a essência do texto original com abordagem atualizada. O formato lida com questões como fé, desigualdade social e estratégias de sobrevivência, temas centrais da narrativa.
A direção assinada por Célio Pontes e Eron Villar aposta em uma encenação ágil, com ritmo dinâmico e uso de humor característico da obra. A interação com o público também é um dos elementos explorados durante a apresentação.
O elenco reúne artistas experientes e novos nomes do teatro pernambucano, promovendo um encontro entre gerações e reforçando a tradição cultural da peça, considerada uma das mais emblemáticas da dramaturgia brasileira.
A montagem preserva o espírito original do texto de Suassuna, ao mesmo tempo em que propõe novas leituras e conexões com o cenário contemporâneo.
Escrita por Ariano Suassuna, um dos maiores nomes da cultura brasileira, Auto da Compadecida é uma obra inspirada na literatura de cordel, especialmente em histórias como O Enterro do Cachorro e A Compadecida.
A trama se passa em Taperoá, no interior da Paraíba, e acompanha as artimanhas de João Grilo, personagem que usa a esperteza para enfrentar a fome e a desigualdade. Com forte tom de crítica social, o texto aborda temas como injustiça, hipocrisia religiosa e diferenças de classe, sempre com humor característico do Nordeste.
Um dos momentos centrais é o julgamento final, quando a figura de Nossa Senhora, a Compadecida, surge como símbolo de misericórdia e justiça divina. A obra valoriza o folclore nordestino e se consolidou como um dos grandes clássicos do teatro brasileiro, com diversas adaptações, incluindo a consagrada versão para o cinema lançada em 2000.
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Com direção de Luiz Antônio Rocha, a peça apresenta uma proposta cênica centrada na figura de uma tecelã, vivida em cena por Beth Zalcman.
O diretor conta que o longa é "baseado numa postura de escuta na qual eu encontrei um mundo muito diferente do que eu imaginava".
A proposta vai além da homenagem: é um convite a redescobrir nuances, imagens e atmosferas da obra de Alceu, valorizando sua diversidade estética e sua potência lírica.
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