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MP nega busca e apreensão de filho de ANA HICKMANN e seu ex-marido após pedido do pai

05 de janeiro de 2024 às 18:03

O Ministério Público (MP) recusou um pedido de busca e apreensão do filho de Ana Hickmann e Alexandre Correa, pedido pelo pai, em meio a uma disputa judicial entre os dois.

Contudo, o MP sugeriu uma multa de R$ 5 mil por dia caso Ana Hickmann não entregue o filho ao pai conforme decisão judicial.

Ana Hickmann se defendeu da acusação de alienação parental do ex-marido, Alexandre Correa, ao MP.

Em nota enviada ao Estadão na manhã desta sexta-feira, 5 de janeiro, ela acusou o empresário de coação.

O novo desentendimento começou após ele pedir a prisão da apresentadora por, segundo ele, não seguir a decisão judicial da guarda compartilhada do filho Alezinho, de 9 anos.

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Leia o comunicado completo de Ana Hickmann abaixo. Alexandre a acusa de alienação parental (leia também a posição dele mais abaixo).

O Estadão pediu um novo posicionamento da artista sobre o caso, que afirmou ter recebido uma intimação.

"Os advogados da apresentadora foram surpreendidos com esta petição que, de má-fé, oculta a mudança alinhada entre as partes. A determinação será realizada, conforme alinhada entre ambas as partes", diz nota enviada na tarde desta sexta-feira, 5. Veja nota na íntegra abaixo.

No primeiro comunicado, enviado na manhã de sexta-feira, 5, Hickmann acusou o ex de coação.

"Em casos de violência doméstica, agressores se apropriam da Lei 12.318/2010, sobre alienação parental, para coagir psicologicamente a vítima. No caso de Ana Hickmann, não existe embasamento para acusação [de alienação parental], já que todas as visitas estão sendo cumpridas rigorosamente e os advogados disponíveis para as tratativas. Não há possibilidade de prisão, nem prática que configure crime. Trata-se de uma tentativa de desgastar a imagem da apresentadora, com o intuito de coagi-la", iniciou a nota.

"Desde 16/11/23, Ana Hickmann é a única com poderes administrativos na Hickmann Serviços Ltda, além de ser a sócia majoritária, cabendo apenas a ela qualquer tipo de ato. Alexandre Correa não tem competência jurídica para tratar sobre as dívidas que adquiriu enquanto administrador da empresa, sem o conhecimento da apresentadora", completa.

A equipe de Ana Hickmann, que assina o comunicado, ainda diz que a reestruturação e a auditoria são conduzidas por uma empresa profissional que a apresentadora contratou.

"[Ela] está empenhada em resolver o que lhe cabe o quanto antes", afirmou.

Pedido de prisão

A nota veio após Alexandre Correa pedir a prisão de Ana Hickmann por alienação parental.

Segundo o ex marido, Ana não entregou o filho para passar o período de férias escolares com o pai entre 3 e 10 de janeiro, data supostamente prevista pela Justiça.

Em comunicado enviado ao Estadão, a artista afirmou que a decisão judicial especificava o período "se nada fosse programando anteriormente".

"A decisão judicial determinou que o período de férias de Alexandre Hickmann Correa com o pai fosse entre 3 e 10 de janeiro, se nada fosse programando anteriormente", afirmou a equipe da apresentadora em nota (veja comunicado na íntegra abaixo).

Ana Hickmann e o empresário teriam alterado o período no qual Alezinho ficaria com o pai devido às férias da apresentadora.

Com o novo combinado entre os pais, a criança ficaria com Alexandre entre os dias 9 e 17 de janeiro.

"Levando em consideração que as férias de Ana Hickmann estavam previamente programadas entre os dias 3 e 7 de janeiro, foi então acordado entre os advogados de Ana Hickmann e Alexandre Correa, Dr. Guilherme Valdetaro e Dra. Diva Carla Bueno Nogueira, respectivamente, por telefone, no dia 22/12, a transferência do período para os dias 9 a 17 de janeiro", completa a nota.

No documento da decisão judicial, ao qual o Estadão teve acesso, o juiz afirmou que o menino permaneceria com o pai entre os dias 3 e 10 de janeiro, caso não houvesse compromissos ou combinados previamente assumidos.

"Ausente prova de compromissos de lazer previamente assumidos, nas férias escolares de janeiro de 2024, o filho permanecerá com o pai entre os dias 3 e 10, com retirada às 9 horas e devolução às 18 horas, competindo aos avós paternos buscarem e devolverem a criança no lar materno", diz a decisão.

O documento judicial também determinou que os conflitos familiares não envolveram Alezinho. Por isso, Ana Hickmann e Alexandre têm direito à guarda compartilhada.

As visitas entre o pai e o filho devem ser intermediadas pelos avós paternos.

A decisão ainda diz que, se Alexandre viajar com o filho para outro município ou Estado brasileiro, ele precisa avisar Ana Hickmann com, no mínimo, 48 horas de antecedência.

"Informando local de destino e hospedagem e datas da saída e retorno, sob pena de busca e apreensão e suspensão das visitas", completa o juiz.

Mesmo assim, Alexandre Correa registrou um boletim de ocorrência contra Ana Hickmann nesta quinta-feira, 4.

No boletim, ele dizia que buscava o filho para uma viagem, mas não conseguiu buscar a criança.

O Estadão tentou contato com a assessoria de imprensa da apresentadora para um posicionamento, sem retorno. O espaço segue aberto.

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