Christian o "Julio Iglesias italiano". Foto: Reprodução/Youtube
O cantor italiano Christian, um dos grandes nomes da música romântica dos anos 1980 e conhecido como o “Julio Iglesias italiano”, morreu na sexta-feira, 26 de setembro, aos 82 anos, em Milão. Ele estava internado no Policlínico da cidade após sofrer uma hemorragia cerebral. Segundo familiares, complicações após cirurgia e problemas cardíacos agravaram o quadro.
Nascido Gaetano Cristiano Vincenzo Rossi, em 8 de setembro de 1943, na cidade de Palermo, na Sicília, Christian construiu uma trajetória marcada por recomeços e paixões intensas.
Antes da música, tentou a carreira de jogador de futebol, atuando pelo Palermo e pelo Mantova. No entanto, uma arritmia cardíaca encerrou sua passagem pelos gramados e o empurrou para outro caminho: o da música.
Nos anos 1970, já em Milão, Christian começou a cantar em concursos locais. Sua voz suave e presença de palco logo chamaram a atenção, rendendo-lhe o primeiro contrato com uma gravadora. Esse foi o início de uma carreira que o levaria a ser reconhecido dentro e fora da Itália.
Em 1982, Christian conquistou as paradas musicais com o sucesso “Daniela”, que vendeu milhares de cópias e ficou quase um ano em destaque. Dois anos depois, obteve o terceiro lugar no Festival de Sanremo com a música “Cara”, reforçando seu estilo romântico e elegante. Ao todo, participou seis vezes do festival (1982, 1983, 1984, 1985, 1987 e 1990), consolidando sua popularidade.
Ao longo da década, trabalhou com grandes compositores italianos, como Mogol e Cristiano Malgioglio, e se apresentou em diversos países, incluindo Estados Unidos, Grécia, África do Sul e Austrália. Um dos momentos mais lembrados foi sua apresentação no Madison Square Garden, em Nova York, durante uma turnê internacional.
O nome artístico “Christian” foi uma sugestão da cantora Mina, que buscava algo mais internacional. Em 1980, viveu um dos pontos altos da carreira ao cantar no Vaticano para o papa João Paulo II, fato que lhe rendeu o apelido de “cantor do papa”.
Carismático, mantinha uma relação próxima com os fãs, respondendo pessoalmente a muitas cartas recebidas em casa. Essa dedicação ajudou a consolidar sua imagem de artista acessível e querido.
Christian se casou em 1986 com a cantora Dora Moroni, com quem teve um filho, Alfredo. O casamento terminou em 1997, em meio a desavenças públicas. Após o divórcio e a partida do filho para os Estados Unidos, ele entrou em um período de recolhimento e fragilidade emocional.
Mesmo assim, a música seguiu presente em sua vida. Em 2017, lançou com Moroni o single “Paradiso e Inferno”, que refletia a intensidade do relacionamento que viveram.
Retorno gradual à cena musical
Nos anos 2000, Christian retomou os trabalhos em estúdio e lançou discos como “Cuore in Viaggio” (2000) e “Per Amore” (2007). Em 2015, apresentou a coletânea “The Best Of”, que reacendeu seu contato com o público. Seu último momento nos palcos aconteceu em um evento familiar, no casamento da sobrinha Valentina Ricci, quando emocionou os convidados.
Ao longo de cinco décadas, Christian vendeu milhões de discos e ajudou a popularizar a música romântica italiana. Entre os sucessos estão “Notte Serena” e “Un’Altra Vita Un Altro Amore”, que seguem sendo tocados em rádios e playlists digitais. Apesar das comparações frequentes com Julio Iglesias, sua obra tinha identidade própria, unindo delicadeza latina ao refinamento europeu.
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