O episódio questionado foi exibido dentro do quadro "Cardápio Surpresa", conhecido por apresentar pratos considerados incomuns ou exóticos aos convidados.
09 de abril de 2026 às 16:17 - Atualizado às 16:19
Celso Portiolli. Foto: Reprodução/SBT
O Ministério Público de São Paulo instaurou, na última terça-feira, 7 de abril, uma investigação para apurar um possível caso de maus-tratos a animal envolvendo o apresentador Celso Portiolli e o SBT. O episódio ocorreu durante a exibição do programa Domingo Legal, no dia 22 de março de 2026.
A apuração foi iniciada após uma denúncia apresentada pelas organizações de defesa animal Canto da Terra e Instituto Thaís Vidotto. As entidades já haviam atuado em outro caso semelhante envolvendo a exibição de conteúdo com animais na televisão brasileira.
O episódio questionado foi exibido dentro do quadro “Cardápio Surpresa”, conhecido por apresentar pratos considerados incomuns ou exóticos aos convidados. Na ocasião, o programa recebia o influenciador Lucas Guimarães e a cantora Manu Bahtidão.
Durante a gravação, uma rã levada ao palco acabou escapando, gerando surpresa entre os participantes. O apresentador correu pelo cenário na tentativa de capturar o animal, em meio a comentários feitos de forma descontraída durante o momento.
Na sequência, foi revelado que outras rãs haviam sido utilizadas no preparo de um prato servido no quadro. Segundo o que foi exibido, os animais foram triturados para a produção de uma sopa, que acabou sendo experimentada pelos convidados.
As imagens rapidamente repercutiram nas redes sociais, gerando críticas de parte do público. Nos dias seguintes à exibição, organizações de defesa animal divulgaram notas de repúdio, questionando a utilização de animais em situações desse tipo na televisão.
As ONGs Canto Terra e Instituto Thaís Vidotto responsáveis pela denúncia, afirmam que a cena pode configurar maus-tratos, o que motivou a formalização da queixa junto ao Ministério Público. A partir disso, o órgão iniciou diligências para verificar os fatos apresentados.
“Isso não é entretenimento. É a banalização e a espetacularização da maldade. Quem vê animais como diversão e alimento participa do mesmo ciclo de exploração e crueldade. Animal não é conteúdo, não é entretenimento, nem comida. É alguém com interesses próprios, com vontade de viver. E esse caso não é de ordem ética ‘apenas’, é também uma questão legal”, denunciou uma das ONGs.
Com a abertura do procedimento, o Ministério Público de São Paulo deve reunir informações e analisar o material exibido no programa. O objetivo é entender se houve violação à legislação de proteção animal.
Tanto Celso Portiolli quanto o SBT ainda não se manifestaram publicamente sobre o caso. Em resposta a questionamentos da imprensa, a emissora informou que não comentará o assunto neste momento.
A expectativa é que os envolvidos sejam notificados nos próximos dias para apresentar esclarecimentos. A investigação segue em andamento e poderá resultar em medidas legais, dependendo das conclusões do Ministério Público.
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