"É difícil explicar por que seu trabalho é valorizado em outros lugares, mas não encontra lugar no carnaval da própria cidade", relatou em sua manifestação.
Bia Villa-Chan Foto: Reprodução/Galo da Madrugada
A ausência da cantora pernambucana Bia Villa-Chan na programação oficial do Carnaval do Recife 2026 reacendeu o debate sobre critérios, renovação artística e valorização da cena local. Pelo segundo ano consecutivo, a artista não foi selecionada para integrar a grade divulgada pela Prefeitura do Recife, situação que motivou um desabafo público nas redes sociais.
Em tom emotivo, Bia classificou o processo como reflexo da “brutalidade do sistema” enfrentada por quem vive da arte. A cantora afirmou ter realizado a inscrição exigida pelo edital e destacou que 2025 foi um ano decisivo para sua carreira, com músicas tocando em rádios de diferentes regiões do país e convites para apresentações em estados como Pará, Maranhão, Alagoas e Rio Grande do Norte.
Segundo a artista, o reconhecimento fora de Pernambuco contrasta com a falta de espaço no maior evento cultural da capital.
“É difícil explicar por que seu trabalho é valorizado em outros lugares, mas não encontra lugar no carnaval da própria cidade”, relatou em sua manifestação.
Conhecida pela mistura de frevo, manguebeat, guitarrada e pop, Bia Villa-Chan construiu uma carreira marcada pela defesa da liberdade artística e da identidade feminina. Suas músicas e performances dialogam com temas como autonomia, diversidade e enfrentamento ao machismo, posicionamento que também se expressa em símbolos presentes em seus figurinos, como o bordado “Toque como uma mulher”.
Para a cantora, a exclusão recorrente evidencia um modelo que privilegia atrações já consolidadas, dificultando o acesso de artistas que propõem renovação estética e musical.
Outro ponto levantado por Bia foi a repetição de atrações nos principais palcos, especialmente no Marco Zero, tradicionalmente visto como o espaço mais simbólico do carnaval recifense. Ela afirmou que a falta de renovação limita a diversidade artística e reduz oportunidades para novos talentos da cidade.
A cantora também relatou que é frequentemente questionada por fãs sobre sua ausência não apenas na programação, mas também em coletivas de imprensa e ações oficiais do carnaval, para as quais, segundo ela, nunca foi convidada.
Apesar de ficar fora da programação oficial, Bia Villa-Chan confirmou que participará novamente do Galo da Madrugada e seguirá cumprindo agenda em outros palcos dentro e fora de Pernambuco. Segundo a artista, são espaços onde sua música encontra acolhimento e reconhecimento.
A polêmica reacende discussões antigas sobre transparência, critérios de seleção e pluralidade artística no maior evento cultural do Recife.
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A dinâmica contou com patrocínio da Betano e trouxe rodadas com consequências que mudaram o ritmo da competição.
Cada cidade construiu uma identidade própria, atraindo turistas e foliões com estilos diferentes, tornando a comparação um debate apaixonado e culturalmente rico.
O show acontece no Classic Hall, que é a maior casa de show da América Latina.
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