A escola de Duque de Caxias será a penúltima a atravessar a Sapucaí nesta madrugada e contará o enredo "A Nação do Mangue", que celebra o movimento pernambucano Manguebeat.
Estreia de Virginia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio; saiba o horário Foto: Divulgação
A influenciadora Virginia Fonseca faz, nesta terça-feira, 17 de fevereiro, sua estreia como rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio. A apresentação acontece no terceiro e último dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval 2026, na Marquês de Sapucaí.
Virginia assume o posto que anteriormente era ocupado por Paolla Oliveira e vai cruzar a Avenida à frente dos ritmistas da escola de Duque de Caxias. A estreia marca uma nova fase da influenciadora, que até então não participava ativamente do Carnaval carioca.
Nos últimos meses, ela intensificou a preparação para o desfile e fez aulas de samba com o professor Carlinhos Salgueiro. O objetivo foi ganhar ritmo, resistência e segurança para comandar a bateria em uma das passagens mais aguardadas da noite.
A Grande Rio será a terceira agremiação a desfilar, com entrada prevista entre 0h55 e 1h15. Neste ano, a escola apresenta o enredo “A Nação do Mangue”, que conta a história do manguebeat, movimento cultural surgido no Recife, em Pernambuco, no início dos anos 1990, e que marcou a música brasileira ao unir ritmos regionais e influências contemporâneas.
Na segunda-feira (16), véspera do desfile, Virginia falou sobre a expectativa para o momento. “Ontem foi dia de dar um pulinho na Sapucaí e assistir aos desfiles. Amanhã é nosso dia, coração tá quase errando as batidas. Está chegando a hora”, escreveu nas redes sociais.
A apresentação desta noite encerra os desfiles do Grupo Especial e concentra a atenção do público na performance da nova rainha à frente da bateria da Grande Rio.
O manguezal do Rio Capibaribe, no Recife, vai cruzar o país e desembarcar na Sapucaí, no desfile da Grande Rio, que este ano celebra o movimento cultural Manguebeat.
A escola de samba da Baixada Fluminense homenageia o ritmo pernambucano no enredo “A Nação do Mangue”, mostrando como a música e o carnaval podem ser ferramentas de transformação social.
Segundo o carnavalesco Antônio Gonzaga, responsável pelo projeto, a conexão entre Recife e Duque de Caxias vai além da estética do desfile. “Tem a ver com o modo da escola de fazer carnaval, com o estilo estético e com o discurso da escola”, explica.
O manifesto “Caranguejos com cérebro”, de 1992, sintetiza essa filosofia: “Basta injetar um pouco de energia na lama e estimular o que ainda resta de fertilidade nas veias do Recife”.
Gonzaga conta que a inspiração para o enredo surgiu de conversas com o pai, o jornalista e escritor Renato Lemos, e do apreço que ambos têm pelo legado de Chico Science. Além disso, o carnavalesco percebeu afinidades geográficas e sociais entre Duque de Caxias e Recife, especialmente a presença de manguezais, o que reforçou a ideia de aproximar os dois universos culturais no desfile.
Para representar Pernambuco, a Grande Rio prepara um espetáculo com seis setores, cinco carros alegóricos e três tripés, e destaca personalidades recifenses nas fantasias, prometendo um desfile colorido e pulsante rumo ao bicampeonato.
A música também terá papel central: os 270 ritmistas da escola, comandados pelo Mestre Fafá, prometem um arranjo inspirado nas inovações do Manguebeat, mesclando frevo, maracatu e a cadência característica das composições de Chico Science. A bateria trará ainda referências visuais, com fantasias que homenageiam o bloco afro Lamento Negro, fundado pelo próprio artista.
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Os dois posaram para fotos aos beijos em um dos camarotes da Sapucaí na madrugada desta terça-feira, 17.
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