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Eduardo Costa revela que se arrepende de usar anabolizantes: "Te leva para um lixo espiritual"

O sertanejo afirmou que decidiu abandonar os hormônios depois de deixar de se reconhecer no espelho.

Cami Cardoso

27 de novembro de 2025 às 13:36   - Atualizado às 14:13

Eduardo Costa revela que se arrepende de usar anabolizantes: "Te leva para um lixo espiritual"

Eduardo Costa revela que se arrepende de usar anabolizantes: "Te leva para um lixo espiritual" Foto: Reprodução / Instagram / @eduardocosta / @rubenscerqueira

O cantor sertanejo Eduardo Costa falou sobre sua vida após anos utilizando anabolizantes durante entrevista ao jornalista André Piunti. Segundo ele, o preço para manter o físico que exibia “é muito alto”.

"Usei uma droga, a trembolona, e foi a pior, ela te leva para um lixo espiritual. Você fica forte e com o corpo definido, mas o seu resultado depois faz você pagar um preço, eu pago esse preço até hoje por causa disso. Está no meu sangue até hoje".

O sertanejo afirmou que decidiu abandonar os hormônios depois de deixar de se reconhecer no espelho. "Se a pessoa falasse qualquer coisa ou me elogiasse, ficava nervoso, e nunca fui assim. Sou o cara que fala o que pensa olhando na cara da pessoa e não tenho problema em falar", disse.

Com a mudança de hábitos e de opinião, Eduardo Costa afirma que atualmente prefere ser “o cara magrelo”, utilizando apenas suplementos para evitar retenção de líquido.

"Hoje eu quero ser o cara magrelo, com 'físico de pedreiro', aquele corpo definido, mas magro. Só tem como saber se sou forte sem camisa. Não quero mais ser o cara musculoso. Isso foi uma fase que passou e agora acho deselegante, porque fica muito difícil na hora de se vestir e encontrar um terno daquele tamanho", disse.

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Apesar da nova escolha, o artista admite que ainda sente vontade de retomar a rotina intensa de exercícios e o uso de anabolizantes, mas reforça que “custaria um preço muito alto”.

"Não vou mentir que quando vejo os homens e as mulheres 'marombas' tenho vontade de voltar. Isso mexe comigo, mas não quero porque o preço é muito alto".

Problemas causados por anabolizantes

Obesidade, sedentarismo, uso de drogas, anabolizantes e tabagismo lideram a lista de fatores de risco para infartos em jovens brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. Esses hábitos, cada vez mais presentes entre pessoas com menos de 40 anos, contribuíram para o aumento expressivo nas internações por infarto nessa faixa etária.

Um levantamento da pasta revelou que, em 2000, menos de dois jovens a cada 100 mil habitantes precisaram de internação por infarto. Em 2024, o número subiu para quase cinco, o que representa um aumento de 180%. Os dados se referem apenas ao Sistema Único de Saúde (SUS) e não consideram atendimentos na rede privada.

O cardiologista Roberto Giraldez alerta que a maioria dos casos poderia ser evitada com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico regular.

“Todos vão ter placas de gordura na circulação, o que acontece é que o indivíduo que tem esses fatores de risco, que fuma, que tem sobrepeso, que tem diabetes, ao invés de ter isso aos 70 anos vai ter aos 40 + mudança do estilo de vida, que o indivíduo faça dieta mais regular, mantenha controle de peso e faça atividade física. Que ele busque o médico para fazer tratamento adequado”, afirmou o especialista.

 

Giraldez reforça a importância da prevenção desde cedo e orienta que os jovens adotem uma rotina mais saudável para evitar complicações no futuro. Segundo ele, medidas simples como uma alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e o abandono de vícios podem fazer a diferença entre um diagnóstico precoce e uma emergência médica.

Outra pesquisa

Um estudo publicado no dia 28 de abril, no periódico eBioMedicine, revelou que uma substância comum em potes de plástico pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares. A pesquisa estimou que, em 2018, a exposição ao di(2-etilhexil) ftalato (DEHP) causou 356.238 mortes por problemas cardíacos no mundo.

Cientistas da NYU Langone Health, nos Estados Unidos, lideraram o estudo e apontaram que cerca de 10% das mortes por doenças do coração entre adultos de 55 a 64 anos naquele ano estão ligadas aos ftalatos — compostos usados para tornar plásticos mais flexíveis e duráveis.

O DEHP aparece em diversos produtos do dia a dia, como embalagens de alimentos, brinquedos infantis, xampus e perfumes. A exposição acontece de várias formas: ingestão de alimentos em contato com o material, absorção pela pele ou inalação de partículas no ar, segundo os Institutos Nacionais da Saúde dos EUA.

Outros estudos já haviam relacionado os ftalatos a problemas no sistema imunológico e reprodutivo. A substância também se associa ao ganho de peso e ao desenvolvimento de diabetes, fatores que aumentam o risco de doenças cardiovasculares.

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