De celebrações a Mestre Salustiano no Cinema São Luiz ao show histórico de 60 anos do MPB4, a capital pernambucana pulsa arte entre os dias 24 e 26 de abril.
Vista do Marco Zero do Recife. Foto: Reprodução
O último fim de semana de abril chega ao Recife com uma daquelas programações que reforçam o título da cidade como um dos maiores polos criativos do Brasil. Entre os dias 24 e 26 de abril, a capital pernambucana se divide entre o resgate histórico de suas raízes populares e a vanguarda de espetáculos que misturam política, identidade e ritmos contemporâneos.
A jornada começa na sexta-feira (24) com uma reverência ao mestre da rabeca. O Cinema São Luiz, ícone da arquitetura local, abre suas portas às 11h para a exibição gratuita de “Salu e o Cavalo Marinho”. O filme é um mergulho na vida de Mestre Salustiano, figura central para a preservação dos folguedos populares. É uma oportunidade única para gerações mais novas compreenderem a força do Cavalo Marinho na formação da identidade pernambucana.
Ainda na sexta, a literatura ganha espaço com Judith Borba na Irmãos Haluli, enquanto os palcos recebem a densidade filosófica de "ÂNIMA", no Teatro Luiz Mendonça, e a explosão performática de Jáder no Teatro de Santa Isabel. Este último promete ser um dos pontos altos do dia, unindo forças com Jaloo e Johnny Hooker para apresentar o álbum “Deixa o Mundo Acabar”.
No sábado (25), o foco se desloca para a ocupação dos espaços públicos. O projeto "Viva o Centro - Em Ritmo de Copa" toma conta da Rua Duque de Caxias e da Praça do Diário das 9h às 15h. Em um momento de resgate do Centro do Recife, o evento oferece serviços e lazer gratuito, aquecendo os ânimos para o próximo mundial de futebol.
Para os amantes da música brasileira, a noite de sábado reserva um encontro histórico no Teatro do Parque. O grupo MPB4 celebra seis décadas de estrada. O show é uma verdadeira aula de história, revisitando o gênero que eles próprios ajudaram a batizar e consolidar após o golpe de 64.
"É um repertório de resistência e técnica vocal impecável, essencial para quem valoriza a canção brasileira em sua forma mais pura", destaca a curadoria do evento.
O domingo (26) convida o recifense para uma manhã mais suave com o recital gratuito "Música em Movimento", na Fundaj (Derby), a partir das 11h. Já a tarde é marcada pela reflexão política e social: o MAMAM recebe o ensaio aberto de "Como Nossos Pais", espetáculo que cruza a urgência dos movimentos estudantis com as descobertas íntimas da juventude.
Para quem busca uma experiência visual sobre a própria geografia da cidade, o espetáculo de dança "Às Pontes", no Teatro Barreto Júnior, encerra o fim de semana. A montagem transforma o frevo e a dança contemporânea em uma narrativa sobre as estruturas que ligam os bairros e a alma do Recife.
Seja no piseiro de João Gomes que também marca presença no fim de semana ou no silêncio de uma sala de cinema, o Recife prova, mais uma vez, que a cultura é o seu principal motor de encontro e cidadania.
Dica ao leitor: Muitos eventos possuem entrada gratuita ou distribuição de ingressos por ordem de chegada. Recomenda-se conferir a lotação dos teatros com pelo menos uma hora de antecedência.
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O evento é uma ação artística itinerante criada para anunciar a chegada do festival de mesmo nome aos municípios participantes no estado.
Durante o dia, os municípios recebem polos e ativações artísticas além de atividades formativas, e à noite iniciam os shows do palco Pernambuco Meu País.
A expectativa é de que o evento movimente R$ 20 milhões e atraia mais de 170 mil pessoas para a cidade. Cada município da itinerância recebe cinco dias do evento.
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