Segundo o diretor, a proposta é mais livre, misturando música, histórias e elementos que lembram o estilo do próprio artista.
07 de abril de 2026 às 20:36 - Atualizado às 20:40
Alceu Valença. Foto: Rafael Strabelli/Divulgação
A vida e a trajetória de Alceu Valença vão ganhar os palcos do Recife em setembro, com o musical “Anunciação”, criado para celebrar os 80 anos do artista.
O espetáculo tem direção de Duda Maia e texto de Duda Rios, reunindo uma equipe com forte ligação com a cultura nordestina. A ideia partiu de Miguel Colker, filho do fotógrafo Carlos Filho (Cafi), parceiro de longa data de Alceu e responsável por capas e imagens marcantes da carreira do cantor.
Foi Colker quem iniciou a conversa com o artista e sua esposa e produtora, Yanê Montenegro. O projeto contou com o apoio direto de Alceu, que acompanhou o início da proposta enquanto segue com sua turnê de 80 anos. A ideia foi organizar tudo para que o musical e os shows aconteçam sem conflito, cada um com seu espaço.
Diferente de um formato tradicional, “Anunciação” não vai mostrar a vida do cantor de forma cronológica, nem terá atores interpretando cada fase da sua história. A proposta é mais livre, misturando música, histórias e elementos que lembram o estilo do próprio Alceu. “Não vamos ter atores interpretando cada personagem da vida de Alceu, mas contadores de histórias, músicas e várias surpresas”, explicou Duda Rios.
O texto também segue essa linha, com uma narrativa mais solta, inspirada na forma como as músicas do artista são construídas. A ideia é criar uma experiência que se aproxime do universo dele, sem ficar presa a uma sequência tradicional.
Com experiência em trabalhos sobre grandes nomes da música brasileira, como “Gonzagão: A Lenda” e “Jacksons do Pandeiro”, Duda Rios afirma que o projeto ainda está em desenvolvimento. A equipe começou a se reunir presencialmente e os ensaios devem começar no fim de abril.
“Alceu é um ícone máximo. É uma honra fazer parte desse momento”, resume o dramaturgo.
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A programação destacou, principalmente, artistas locais e regionais; nomes como Monique, Rossi, Cezar Pakerinha, Os Moreninhos entre outros.
Na produção, o ator dá voz ao capitão Brander Lawson, um detetive experiente que investiga o submundo criminoso do planeta Janix.
A sessão dá continuidade à programação comemorativa iniciada com a abertura do Centro de Artes Raio de Sol, espaço dedicado à memória do legado do grupo.
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