Carnaval reúne multidões e exige atenção redobrada com documentos, cartões e celulares. Foto: Freepik
O período do Carnaval também representa um aumento nos casos de golpes, fraudes e furtos. Nas festas de rua e blocos lotados, criminosos aproveitam a distração natural dos foliões para aplicar golpes financeiros, tirarem vantagem da aglomeração e acessar facilmente celulares, cartões ou fazer transferências sem autorização. Autoridades, bancos e instituições reforçam alertas e orientações para que moradores e visitantes curtem a folia com mais segurança.
Um dos golpes que voltou a aparecer em diversos eventos sociais é o chamado “golpe do PIX falso”. Nesse esquema, a vítima recebe um pedido de pagamento por transferência instantânea por meio de QR Code adulterado ou número fornecido por alguém se passando por vendedor ou conhecido. Se a pessoa não confere o nome do recebedor ou o valor antes de confirmar, a transação sai e não há como reverter facilmente. Bancos e especialistas recomendam sempre verificar no celular o nome da conta beneficiada e conferir duas vezes o valor antes de confirmar um Pix.
O ambiente festivo facilita ainda outros tipos de fraudes financeiras. Assim como no Carnaval, golpistas podem usar QR Codes falsos colados em barracas ou postes para direcionar pagamentos para contas controladas por criminosos. Essa técnica explora a empolgação e a pressa dos foliões, que muitas vezes querem apenas pagar rápido e seguir para curtir o bloco.
Além das fraudes digitais, há golpes que misturam engenharia social e perigo físico. A Polícia Civil alerta para o “golpe do beijo”, em que alguém se aproxima da vítima com um abraço ou beijo e usa esse momento de distração para furtar itens como celular, carteira ou documentos. Em outros casos, criminosos simulam confusões ou empurra-empurra em meio ao público para distrair e furtar pertences pessoais.
Outro golpe que também preocupa durante o Carnaval é conhecido popularmente como “Boa noite, Cinderela”. Nesse esquema, uma pessoa coloca substâncias entorpecentes em bebidas ou alimentos sem que a vítima perceba. A intenção é fazer com que ela perca os sentidos e fique vulnerável, facilitando roubo de objetos ou mesmo situações de risco físico. Autoridades orientam que ninguém aceite bebida ou comida de estranhos e que se prefira embalagens lacradas sempre que possível.
O alerta não se restringe apenas a fraudes ou furtos diretos. Bancos reforçam que a proteção de dispositivos móveis e cartões é essencial. Antes de sair para o Carnaval, especialistas recomendam habilitar autenticação extra nos aplicativos bancários, configurar notificações em tempo real para transações e definir limites menores de valores para Pix e compras, de modo que, em caso de uso indevido, as perdas sejam menores.
Para proteger o celular, fontes especializadas orientam que o aparelho deve ficar o mais próximo possível do corpo, preferencialmente em bolsos frontais ou ferramentas como pochetes e doleiras. Guardar o telefone em partes internas da roupa reduz a chance de ser puxado por mãos mal-intencionadas.
A atenção precisa ser redobrada também na hora de pagar. Especialistas e bancos sugerem desativar funções de pagamento por aproximação (NFC) quando não estiver usando, para evitar que alguém tente aproximação não autorizada do cartão ou celular na multidão. Ajustar os limites de transação nos bancos e manter o celular travado com senha ou biometria também ajuda a evitar uso indevido caso o aparelho seja perdido ou furtado.
Durante o Carnaval, compras com máquinas de cartão adulteradas também estão entre os golpes mais relatados. Criminosos podem trocar a máquina legítima por outra que grava dados do cartão ou exibe valor diferente do combinado. Por isso, consumidores devem sempre conferir a tela antes de digitar a senha ou aproximar o cartão.
Reduzir deslocamentos com objetos de valor, evitar deixar pertences em bolsos externos e manter um plano de contato imediato com o banco em caso de suspeita de fraude são medidas que podem minimizar prejuízos. Autoridades e instituições frisam que a atenção constante e ações preventivas são as melhores defesas contra golpes comuns no Carnaval.
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