Smartphone Foto: Agência Brasil
Agências internacionais de cibersegurança, como a CERT-FR (Equipe Francesa de Resposta a Emergências Informáticas) e a CISA (Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos), emitiram alertas nos últimos meses sobre os riscos de manter o Wi-Fi do celular ativado após sair de casa.
De acordo com os órgãos, o principal perigo está na conexão a redes públicas, que nem sempre contam com protocolos avançados de segurança e criptografia, ao contrário das redes privadas.
Essas conexões podem ser exploradas por cibercriminosos como “porta de entrada” para a instalação de malwares capazes de acessar dados pessoais e comprometer o funcionamento do aparelho.
Mesmo quando o usuário não se conecta diretamente a uma rede pública, o simples fato de manter o Wi-Fi ligado pode representar vulnerabilidade.
Isso porque o dispositivo realiza buscas constantes por pontos de conexão disponíveis, compartilhando informações como modelo do aparelho e localização aproximada. Esses dados podem ser interceptados e utilizados de forma maliciosa.
A CERT-FR também alerta para o risco de ataques do tipo AITM (“Adversary in the Middle”, ou “Adversário no Meio”), quando um invasor se posiciona entre o provedor de internet e o dispositivo da vítima para interceptar comunicações.
Segundo a agência francesa, “redes, especialmente as públicas e inseguras, podem ter vulnerabilidades ou fraquezas nas configurações que as tornam suscetíveis a ataques AITM”.
Como medida preventiva, especialistas recomendam desativar o Wi-Fi ao sair de ambientes com redes confiáveis, reativando-o apenas ao chegar a locais seguros.
Caso o uso de uma rede pública seja inevitável, a orientação é utilizar uma VPN (Rede Privada Virtual), que ajuda a proteger o endereço IP e outros dados de navegação.
Outro ponto de atenção são as estações públicas de carregamento via USB. As entradas podem estar comprometidas e permitir acesso indevido ao aparelho.
A recomendação é priorizar carregadores portáteis ou adotar ferramentas de proteção, como antivírus, para reduzir os riscos.
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