08 de novembro de 2018 às 11:35
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Brasília - A nova presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputada Tereza Cristina, durante cerimônia de posse (Wilson Dias/Agência Brasil)[/caption]
A deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS), 64 anos, será a primeira mulher ministra do governo Jair Bolsonaro. O próprio presidente eleito confirmou em sua rede social a indicação da deputada para o Ministério da Agricultura. A confirmação já havia sido feita também pelo deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS). Segundo ele, a pasta não será fundida com o Ministério do Meio Ambiente, cujo titular será escolhido pelo presidente eleito e "homologado" pela bancada ruralista. De acordo com Moreira, o ministro do Meio Ambiente terá "um perfil diferenciado".
Durante encontro com Jair Bolsonaro, a bancada ruralista indicou Tereza Cristina para ser a ministra da Agricultura. A indicação foi feita por um grupo de 20 integrantes da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), em reunião no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde funciona o gabinete de transição de governo. A bancada ruralista no Congresso Nacional reúne aproximadamente 260 parlamentares. Jair Bolsonaro (PSL) também anunciou nesta terça-feira (7), quatro mulheres para a sua equipe de transição. Para compor o grupo de 50 pessoas, Clarissa Costalonga e Gandour; Liane de Moura Fernandes Costa; Márcia Amarílio da Cunha Silva; e Silvia Nobre Waiãpi, foram chamadas.
Engenheira agrônoma e empresária, Tereza Cristina é presidente da FPA e tem uma longa trajetória no setor. Ela foi secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul durante o governo de André Puccinelli (MDB).
Neste ano, Tereza Cristina foi uma das lideranças que defenderam a aprovação do Projeto de Lei 6.299, que flexibiliza as regras para fiscalização e aplicação de agrotóxicos no país.
Durante a campanha e depois de eleito, Bolsonaro fez várias defesas do agronegócio e dos investimentos no campo. Ele chegou a anunciar a fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, mas depois afirmou que a questão ainda não está definida.
Ontem (6) o presidente eleito disse que as negociações para a escolha do nome para o Ministério da Agricultura era uma dos mais avançadas e que poderia ser divulgada ainda nesta semana.
Jair Bolsonaro já confirmou os nomes de Paulo Guedes, para Economia; Sergio Moro, para Justiça; Onyx Lorenzoni, para Casa Civil; Marcos Pontes, para Ciência e Tecnologia; e o general Augusto Heleno, para o Gabinete de Segurança Institucional.
Equipe de transição:
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Clarissa Castolonga, Foto: Divulgação[/caption]
Clarissa Costalonga e Gandour é doutora em economia, com ênfase em desenvolvimento econômico pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
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Liane de Moura, Foto Divulgação[/caption]
Liane de Moura Fernandes Costa é especialista em Construções Sustentáveis. Ela atuou durante oito anos no Departamento de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro como Engenheira Ambiental da Seção de Meio Ambiente da Diretoria de Patrimônio Imobiliário e Meio Ambiente (DPIMA).
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Márcia Amarílio, Foto: Divulgação[/caption]
A Tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal Márcia Amarílio da Cunha Silva é especialista em segurança pública. Ela já participou de uma reunião nesta terça-feira com Bolsonaro.
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Sílvia Nobre, Foto: Divulgação[/caption]
Sílvia Nobre Waiãpi foi a primeira militar indígena a integrar as Forças Armadas. Atualmente, ela é tenente do Exército.
Fonte: ABC e JP
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