Em 2023, as pugilistas Imane Khelif e Lin Yu-Ting foram desclassificadas do Mundial de Boxe Amador, organizado pela IBA, ao "reprovar" em um teste de gênero. Porém o Comitê Olímpico permitiu que ambas participassem dos Jogos.
Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional. Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional.
O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, defendeu a boxeadora argelina Imane Khelif e da taiwanesa Lin Yu-Ting, que foram vítimas da transfobia durante os Jogos de Paris-2024. Nesta sexta-feira, 9 de agosto, o mandatário criticou a Associação Internacional de Boxe (IBA) e afirmou que a participação das duas atletas nesta edição das Olimpíadas é justa.
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"Essa não é uma questão de inclusão, é de justiça. Mulheres têm o direito de participar em competições femininas. Vi uma transcrição da entrevista coletiva dessa organização e não estava claro nem que teste foi feito nem que resultados foram produzidos. Não é mais tão fácil que XX e XY seja a clara distinção entre homem e mulher, isso cientificamente não é mais verdade. Portanto, elas duas são mulheres e têm o direito de participar de competições femininas - declarou Bach, a dois dias do término dos Jogos Olímpicos."
Bach ainda criticou os testes feitos pela IBA, afirmando que esse tipo de avaliação vai contra os direitos humanos, por ser intrusivo. Além disso, o presidente do COI fez questão de reafirmar a decisão sobre a participação das duas pugilistas.
Tivemos o tal teste de gênero até 1999 e a ciência disse que não era mais confiável em relação aos cromossomos. Também nos foi dito que esse tipo de teste pode ser contra os direitos humanos, por ser intrusivo. Um novo sistema foi desenvolvido em acordo com todo mundo desde então. E nossa decisão é muita clara: mulheres devem ser permitidas de participar em competições femininas, e as duas são mulheres - reforçou Bach
A argelina, Imane Khelif, voltará ao ringue nesta sexta-feira, onde brigará pelo ouro da categoria até 66kg, contra a chinesa Yang Liu. Já a taiwanesa Lin Yu-Ting lutará a final da categoria até 57kg, neste sábado, 10 de agosto, contra a polonesa Julia Szeremeta.
Em 2023, as pugilistas Imane Khelif e Lin Yu-Ting foram desclassificadas do Mundial de Boxe Amador, organizado pela IBA, ao "reprovar" em um teste de gênero. No mesmo ano, a entidade foi desfiliada pelo Comitê Olímpico Internacional. Para os Jogos de Paris, o COI optou por permitir a participação das duas atletas, o que gerou ataques transfóbicos. Posteriormente, o pai de Khelif chegou a mostrar a certidão de nascimento da filha à imprensa francesa, na tentativa de cessar as ofensas.
Na última segunda, o presidente da IBA, Umar Kremlev, realizou uma coletiva de imprensa para defender sua decição de banir as duas atletas, e sem apresentar provas, afirmou que o nível de testosterona das duas pugilistas é "muito alto", e os testes da entidade apontam que "são homens".
Se faz importante ressaltar que mulheres com testosterona alta é comum, e podem surgir apartir de problemas de saúde, como síndrome dos ovários policisticos, além de diversas outras possibilidades.
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