Ao vivo no programa "Encontro com Patrícia Poeta", nesta segunda, 2 de setembro, a mãe do menino expressou seu descontentamento por ver ex-patroa ainda em liberdade.
02 de outubro de 2023 às 14:48
Mirtes Renata, mãe do menino Miguel, expressou suas opiniões durante uma entrevista ao vivo no programa "Encontro com Patrícia Poeta", da TV Globo, nesta segunda, 2 de setembro.
"Até hoje não vivi o luto pela morte de meu filho. Quando a justiça for feita, quando Sarí Corte Real for presa, aí sim viverei o luto".
Miguel Otávio, de 5 anos, faleceu em junho de 2020 ao cair do 9º andar de um edifício de alto padrão no Recife, após a mãe descer para passear com o cachorro da família Corte Real e deixar o filho sob os cuidados de Sarí, sua patroa na época. Leia também: >>>CASO MIGUEL: JUSTIÇA condena EX-PREFEITO DE TAMANDARÉ, Sergio Hacker, e esposa a indenizar em mais de R$ 2 MILHÕES a família da criança Sarí, que permitiu que o Miguel andasse sozinho pelo condomínio em busca da mãe, foi condenada à prisão por abandono de incapaz e aguarda o julgamento em liberdade. Neste ano, a ex-patroa de Mirtes se matriculou no curso de medicina.
"Ela [disse num grupo do WhatsApp que] faz medicina por amor, eu faço direito por necessidade", diz.
A mãe de Miguel se matriculou na faculdade de direito em 2021 para entender melhor os trâmites processuais do caso do filho, e para ajudar outras mães, para que não passem por dificuldades no judiciário pernambucano.
"Todo dia fico nessa ansiedade, esperando que o judiciário dê uma resposta, que saia a decisão de que Sarí seja presa. Não só a sentença, nós queremos que aumentem para a pena máxima de 12 anos. [...] Tem caso que foi resolvido em menos de um ano, e o de Miguel está há 3 anos sem resolução", afirmou Mirtes.
No dia 6 de setembro, o Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6) condenou o ex-prefeito de Tamandaré Sergio Hacker Corte Real (PSB) e a esposa dele, Sarí, a indenizar em R$ 2,01 milhões a família de Miguel.
"O juiz colocou a indenização não só pela morte de Miguel, mas por uma questão trabalhista. O trabalho doméstico, naquele período [de pandemia da Covid-19] não era prioridade. Mesmo doente, eu estava trabalhando. Várias vezes eu pensei que ia morrer. Chorava direto porque pensava muito no meu filho e na minha mãe", disse Mirtes.
O outro processo do caso, em âmbito criminal, tramita no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) há 3 anos e 4 meses, e Sarí foi condenada a oito anos e seis meses de prisão por abandono de incapaz que resultou em morte. Ela responde em liberdade até o processo tramitar em julgado, quando não houver mais possibilidade de recurso.
Para Mirtes, a justiça só vai ser feita quando o processo sair da primeira estância.
"Em Pernambuco, eu sei que a Justiça pela morte do meu filho realmente não vai ser feita. Só quando for para STJ ou STF, aí sim, o caso do meu filho vai ser resolvido", afirmou.
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