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Brasil LIDERA ranking onde acontece mais CRIMES ligados ao TRÁFICO de DROGAS, diz pesquisa da Ipsos

No total, 31 países foram ao tráfico de drogas em seus bairros nos últimos 12 meses.

02 de julho de 2024 às 11:37   - Atualizado às 12:53

Brasil LIDERA ranking onde acontece mais CRIMES ligados ao TRÁFICO de DROGAS, diz pesquisa da Ipsos. Arte montagem: Portal de Prefeitura.

Brasil LIDERA ranking onde acontece mais CRIMES ligados ao TRÁFICO de DROGAS, diz pesquisa da Ipsos. Arte montagem: Portal de Prefeitura. Brasil LIDERA ranking onde acontece mais CRIMES ligados ao TRÁFICO de DROGAS, diz pesquisa da Ipsos. Arte montagem: Portal de Prefeitura.

Seis em cada dez brasileiros (61%) relatam ter visto ou ouvido falar sobre crimes ligados ao tráfico de drogas em suas vizinhanças nos últimos 12 meses.

O dado foi revelado pela pesquisa “Global Advisor - Crime" da Ipsos, realizada em 31 países para avaliar a percepção da população sobre crimes violentos e não violentos, além da aplicação da lei.

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Os resultados colocam o Brasil em primeiro lugar no ranking das nações participantes, com uma média global de 37%. O Chile (60%) e a Colômbia (54%) ocupam o segundo e terceiro lugares, respectivamente. Em contraste, Israel (15%), Polônia e Nova Zelândia (ambas com 22%) estão na outra extremidade da lista.

O consumo de drogas ilegais também chama atenção no Brasil. Sete em cada dez dos entrevistados (72%) afirmam que testemunharam o consumo de substâncias ilícitas na sua vizinhança, um registro acima da média do total dos países consultados, que apresenta 51%. Colômbia lidera neste quesito com 80% e Israel ocupa a última posição com 22%.

Desafios sociais

O problema com a educação se destaca como segunda principal causa de crime e violência no Brasil.

Embora a pobreza e o desemprego sejam os principais desafios tanto para o Brasil (49%) quanto para o mundo (53%), a educação se destaca como uma questão crucial no nosso país, com 44% da população brasileira a apontando como problema grave. No cenário global, esse índice cai para 32%, posicionando a educação apenas na quinta posição entre as maiores preocupações.

O abuso de drogas e álcool é uma questão significativa tanto para os brasileiros (37%)  quanto para a população global (43%) . 

A aplicação ineficaz da lei também é percebida como um problema, sendo o índice do Brasil de  36% e 37% no mundo.

Além disso, 29% dos brasileiros e 28% da população global criticam o ambiente político corrupto.

O declínio dos valores tradicionais preocupa 28% da população brasileira contra 32% no cenário global. Essas estatísticas revelam que, apesar das diferenças culturais e regionais, há uma convergência significativa nas preocupações sociais entre o Brasil e o mundo.

Percepções geracionais sobre a violência

O estudo também mostra a percepção sobre a ineficácia na aplicação da lei e ambiente político corrupto como preocupações comuns, revelando variações notáveis entre as faixas etárias.

A pobreza e o desemprego são vistos como os principais fatores por todas as gerações, com 55% dos Millennials e da Geração Z destacando-os como os principais culpados.

Os Boomers, no entanto, também apontam o abuso de drogas e álcool (47%) e a quebra de valores tradicionais (43%) como causas predominantes. Já a Geração Z enfatiza a falta de educação (38%) como um motor de crime, mais do que qualquer outra geração.

Violência contra os gêneros

Quando o assunto é violência de gênero, o Brasil ocupa a quarta posição (54%) no total que afirmaram que viram ou escutaram falar sobre violência contra a mulher em sua vizinhança, atrás apenas da África do Sul (61%), Peru (59%) e Turquia (59%).

A média global é de 35% e Israel (17%), Hungria (17%) e Holanda (18%) estão na outra ponta da tabela. 

O levantamento revela que os participantes quando foram questionados sobre se "viram ou escutaram se homens adultos sofreram algum tipo de violência", o Brasil ocupa a segunda posição no ranking, com 52%, superando a média global de 33%.

O Peru lidera com 54%, enquanto a Colômbia está em terceiro lugar, com 50%. Entre os países com menores índices estão a Hungria (7%), a Holanda e Israel (ambos com 18%).

Assaltos

A pesquisa também indagou os entrevistados sobre criminalidade. Quase metade dos brasileiros (48%) afirmou que viu ou ouviu falar sobre assaltos em sua vizinhança nos últimos 12 meses. Nesse quesito, o Brasil é o 10º colocado do ranking mundial.

África do Sul (81%), Turquia (66%), Nova Zelândia (57%), Bélgica (55%) e Irlanda (55%) completam o top 5. Por outro lado, Colômbia (30%), Israel (33%) e Hungria (34%) são as nações que menos indicam criminalidade na sua vizinhança. A média global é de 46%.

Educação e crime

Os brasileiros também acreditam que a falta de educação é uma das causas significativas do crime e da corrupção em suas vizinhanças, registrando 44% que concordam com essa afirmação. No topo do ranking estão Argentina (52%), Austrália (52%) e Bélgica (50%), visões acima da média mundial que apresenta 32%.

Ipsos

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